09 abril 2008

SINOPSES DE JORNAIS

Radiobrás


JORNAL DO BRASIL

Dengue derruba turismo do Rio

-A rede hoteleira do Rio já sente os primeiros sintomas da epidemia de dengue. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotelaria (ABIH), as reservas estão 20% abaixo do que o esperado para o feriado de Tiradentes, no dia 21 de abril. A redução das filas nos hospitais, com a chegada de mais médicos para o atendimento aos pacientes, não deverá alterar esse quadro. Para o setor turístico, o contágio é mais lento porque a imagem da cidade vai sendo afetada aos poucos no exterior e nos outros estados. Um exemplo é o cancelamento de pelo menos dois eventos de negócios. A doença também atingiu a capacidade produtiva: pelo menos 15 mil pessoas deixaram de trabalhar. (págs. 1, Cidade A12 e A13)

-Reunido com senadores, o presidente Lula desautorizou qualquer iniciativa que lhe permita disputar nova reeleição. Segundo o senador Cristovam Buarque, presente ao encontro, Lula prometeu romper com o PT se o partido lutar pela proposta. ( págs. 1, País A3)

-O ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, anunciou ontem, no Rio, que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá R$ 250 bilhões até 2010 para financiar a política industrial do governo. O valor dos recursos corresponde à metade do total previsto, no mesmo período, para o PAC. O objetivo é ampliar de 16,5% para 21% do Produto Interno Bruto a taxa de investimento no país. O ministro não revelou as fontes de capitalização do banco. (págs. 1, Economia A18).

-Cansada de perder na CPI mista dos Cartões, a oposição pressionou e conseguiu instalar uma comissão exclusiva do Senado, onde tem maioria. A Polícia Federal iniciou as investigações sobre a quebra de sigilo dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique.

-A crise da economia dos Estados Unidos tem perdas agregadas que somam perto de US$ 1 trilhão, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI). O organismo aponta vulnerabilidade do Brasil e de outros países em desenvolvimento e considera que o real forte atrapalha o país. (págs. 1 , Economia A17)

-Haitianos foram ontem às ruas da capital, Porto Príncipe, para protestar contra o governo. A população reclama do aumento de preços dos alimentos. As manifestações foram reprimidas pela tropa da missão de pacificação da ONU. Cinco pessoas já morreram em uma semana de conflitos. (págs. 1 e Internacional A22)

FOLHA DE SÃO PAULO

Ministro admite uso eleitoral do PAC

-Em reunião presenciada pela Folha, o ministro Márcio Fortes (Cidades) discutiu o uso do Programa de Aceleração do Crescimento para benefício eleitoral do PP, relata Ranier Bragon. No encontro, realizado na Câmara, deputados federais disseram que a agenda de viagens do ministro deve valorizar candidatos e que as obras do PAC precisam ser vistas como do partido. (pág.1)

-No momento em que o Banco Central brasileiro decide sobre novo aumento de juros, o Fundo Monetário Internacional diz que a principal vulnerabilidade do país hoje tem a ver exatamente com a taxa elevada que pratica na comparação com outros países.Embora enxergue os países emergentes mais bem posicionados para enfrentar as dificuldades da atual crise, o Fundo diz que o Brasil está exposto a distorções e riscos em razão da forte valorização do real, que estaria diretamente relacionada ao juro alto: "A valorização contínua das moedas de alguns países, incluindo o real (...), pode significar um canal de vulnerabilidade caso haja picos de volatilidade no futuro", diz o FMI em relatório sobre a economia global. (pág. 1)

-O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) abriu um processo interno de investigação para apurar se houve irregularidade na saída do ex-secretário-executivo da instituição, Luciano Siani Pires. No domingo, dia 6, ele encaminhou um e-mail a vários departamentos e diretorias do banco comunicando seu novo destino profissional: a diretoria de Planejamento Estratégico da Vale. Segunda-feira, dia 7, foi o primeiro dia de trabalho de Pires na Vale. O e-mail foi recebido com perplexidade por parte do corpo de funcionários do BNDES. Segundo técnicos do banco, que preferem não se identificar por temer represálias, Pires foi um dos principais negociadores da linha de crédito de R$ 7,3 bilhões que o BNDES colocou à disposição da Vale. O contrato de financiamento foi assinado na terça passada, dia 1º. Trata-se do maior financiamento já aprovado pelo BNDES para uma empresa privada. (pág.1)

-Antonio Delfim Netto: Na última semana, o Brasil assistiu a um espetáculo de intrigas nos meios de comunicação para "afirmar" a autonomia do Banco Central diante do "jurássico" Ministério da Fazenda. Como? Iniciando já um movimento de elevação da taxa de juros. O "merchandising" financeiro conseguiu quase unanimidade na direção do movimento. Para evitar eventual processo de formação de cartel, os agentes "fixaram" taxas de juros diferenciadas para a Selic em dezembro: de acordo com a "qualidade" da pseudociência, elas variaram de um modesto 12,5% até um fantástico 13,75%! Tratou-se de um evidente suporte do "mercado" ao ridículo "terrorismo" da última ata do Copom. A coisa tem um ar estranho. Ouvindo a autoridade monetária e lendo as análises do sistema financeiro, alguém que ontem tivesse chegado de Marte concluiria que o Brasil está sob grave ameaça de voltar a uma superinflação, que deve ser "preventivamente" combatida por um "superjuros". (pág.1)

- Sem atingir a expectativa inicial de aumento na aprovação de estudantes de escola pública em seu vestibular, a USP decidiu ampliar seu programa de bonificação a alunos dessa rede no próximo exame. Com a mudança, os estudantes do sistema público poderão ter acréscimo de até 12% em cada uma das duas fases do vestibular. Hoje, a bonificação é de 3%, também nas duas fases. Lançado há dois anos, o programa da universidade, chamado de Inclusp, visa aumentar a presença dos estudantes das escolas públicas na instituição. (pág.1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

Polícia Federal apreende computadores da Casa Civil

-A Polícia Federal apreendeu ontem os seis computadores da Casa Civil que teriam sido usados para montar o dossiê sobre os gastos com cartões corporativos e contas B do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Os cinco laptops e um computador de mesa serão periciados pela Superintendência Regional da PF de Brasília, com o apoio técnico do Instituto Nacional de Criminalística (INC). Nunca a PF chegou tão perto do gabinete ocupado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma investigação. Além da apreensão dos computadores, o delegado responsável pelo inquérito, Sérgio Menezes, foi ao Palácio do Planalto para levantar informações básicas sobre o funcionamento do setor de onde partiram informações que alimentaram o dossiê. (pág.1)

-O governo deu ontem o primeiro passo para redesenhar a atuação do Estado no setor elétrico, ao fortalecer a Eletrobrás com o intuito de transformá-la em uma espécie de "Petrobrás do setor elétrico". Foi sancionada ontem a Lei nº 11.651, que autoriza a estatal a participar como sócia majoritária em consórcios que disputem concessões de energia. A lei também permite que ela atue no exterior. Com base nessa legislação, a Eletrobrás vai retomar o papel de holding do setor elétrico, perdido durante os anos 90, quando o governo reduziu significativamente sua atuação na área, abrindo-a ao capital privado. "Não se trata de reestatização", assegurou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ele lembrou que, no passado, o governo abriu mão do monopólio do setor e privatizou parte dele, e não há interesse em voltar atrás. "Mas não dá para admitir a ausência da Eletrobrás, do contrário teríamos apenas a concorrência entre o setor privado", completou. (pág.1)

-Sem conseguir furar o bloqueio da base aliada na CPI mista que investiga o uso irregular de cartões corporativos, senadores de oposição formalizaram ontem a criação de uma segunda comissão de inquérito a ser conduzida exclusivamente por senadores. O requerimento de criação da nova CPI foi apoiado por 32 senadores - 5 além dos 27 necessários - e lido pelo presidente da Casa, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). No radar dos senadores, agora, não se destaca mais o mau uso dos cartões. O interesse é avançar na investigação sobre a origem do dossiê com os gastos reservados do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, supostamente produzido pela Casa Civil. (pág.1)

-Notas e Informações: A lógica do Planalto exposta pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, é de que o vazamento de informações sigilosas é crime, mas a manipulação de dados, enquanto não vazar, não é crime. (pág.1)

- O FMI estima em US$ 945 bilhões as perdas dos bancos e outras instituições financeiras com a crise no mercado americano de hipotecas. Relatório divulgado ontem diz que a turbulência não passou e ainda pode se agravar nos EUA. (pág.1)

- O Centro das Indústrias de São Paulo calcula que o valor das cargas de suas associadas retidas no Porto de Santos e nos aeroportos de Cumbica e Viracopos, por causa da greve dos auditores fiscais, chega a US$ 450 milhões. A greve elevou em 50% o custo de movimentação de cargas nos terminais.(pág.1)

- Dengue: Rio ainda busca reforços. (pág.1)

-A pedido do líder indígena Almir Suruí, de Rondônia, o Google vai colocar na internet mapas detalhados da devastação da Floresta Amazônica.(pág.1)

-A Universidade de São Paulo (USP) vai realizar em setembro ou outubro uma prova no 3º ano do ensino médio de escolas públicas do Estado, que contará pontos na Fuvest. A idéia é criar uma espécie de avaliação seriada, mas que não substituirá o vestibular. O desempenho do aluno na prova vai representar um bônus de até 3% na nota do vestibular, índice que deve aumentar nos próximos anos quando serão incluídas provas para estudantes de 1º e 2º ano do ensino médio. A mudança no mais concorrido vestibular do País foi aprovada no fim de março e representa a segunda etapa de um programa de inclusão da USP, o Inclusp.

O GLOBO

Secretário prevê epidemia de dengue também em 2009

-O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, admitiu ontem que a epidemia de dengue pode voltar a ocorrer no ano que vem. Para tentar evitar nova tragédia, ele planeja mudar radicalmente não apenas a forma como é feita a prevenção aos focos do mosquito, mas também todo o sistema de atendimento nas emergências e na rede básica de saúde na Zona Oeste, região que concentra cerca de 1,5 milhão de habitantes e os bairros com maior incidência de casos de dengue.

Côrtes disse que o estado, que já administra as emergências, quer assumir integralmente a gestão de saúde na Zona Oeste, excluindo Barra, Recreio e Jacarepaguá. A morte de mais uma grávida vítima de dengue foi confirmada: Rosicleide Silva, moradora de Jacarepaguá, estava no sétimo mês de gravidez. Ela morreu a 15 de março, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra. O bebê também morreu. (págs. 1, 11 a 13, Artur Xexéo e editorial "O ano inteiro")

- A PF apreendeu seis computadores da Casa Civil de onde teriam saído as informações do dossiê sobre o governo FH. No Senado, a oposição conseguiu abrir nova CPI sobre cartões, mas o governo já avisou que controlará a comissão. (págs. 1, 3, 4 e Roberto DaMatta)

- Produção de álcool já é maior que a de gasolina. (págs. 1, 22 e Flávia Oliveira)

- O FMI estimou em pelo menos US$ 945 bi as perdas do sistema financeiro global com a crise do crédito iniciada nos Estados Unidos. Já o BC americano, por temer "desaceleração severa e demorada" nos EUA, justificou o corte de juros de 0,75 ponto em março, para 2,25%. (págs. 1, 19 e 20)

- O MST ameaça descumprir ordem judicial e invadir novamente a ferrovia de Carajás, da Vale, no Pará. Moradores da região estão atemorizados com a cidade cercada por mais de mil militantes do MST, a quem acusam de terrorismo. (págs. 1 e 9)

- O Ministério Público entrou com ação de improbidade contra o reitor da UnB, Timothy Mulholland, acusado de usar verba pública para decorar seu apartamento. A reitoria continua ocupada por estudantes. (págs. 1, 8 e Elio Gaspari)

- Mais de cinco mil pessoas fizeram fila para participar do bazar beneficente com pertences do traficante colombiano Juan Carlos Abadía, no Jockey Club de São Paulo. A PM usou gás de pimenta para controlar o empurra-empurra na portaria. Cerca de 200 pessoas conseguiram entrar. Compraram de tudo: cuecas do traficante, a R$ 1, pares de tênis (R$ 150), faqueiros, eletrodomésticos. Na biblioteca de Abadía, que foi preso com a mulher, havia o título de auto-ajuda "Casais inteligentes enriquecem juntos". (págs. 1 e 8)

GAZETA MERCANTIL

Empresas enfrentaram 442 dias de greve em três anos

- As empresas que operam na área de comércio exterior conviveram com 442 dias de paralisações de diversos segmentos entre 2005 e 2007. Esse total corresponde a cerca de 1 ano e 2 meses de greves que envolveram fiscais da Receita Federal, meio ambiente, Marinha Mercante e vigilância sanitária. A paralisação dos auditores da Receita Federal, que completou ontem 22 dias, compõe a rotina de prejuízos para empresas, importadores e exportadores brasileiros.

De acordo com José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a greve dos auditores fiscais em curso tem reflexos importantes nas exportações, principalmente na dos manufaturados, que podem ser substituídos por outros fornecedores no mundo.

A greve dos auditores deverá levar à paralisação, a partir de amanhã, da fábrica da Ford de Pacheco, Argentina. As peças necessárias para a unidade estão nos caminhões parados há uma semana em Uruguaiana e São Borja (RS), Guarulhos (SP) e Resende (RJ). Na Zona Franca de Manaus sobe para 17 o número de fábricas paradas por falta de insumos importados. Os números apurados pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) apontam que a indústria paulista contabiliza prejuízos da ordem de US$ 450 milhões em mercadorias retidas nos portos e nos aeroportos.

A Associação Brasileira de Transportes Internacionais (ABTI) registrou 900 caminhões no terminal aduaneiro do porto seco de Uruguaiana. O presidente da ABTI, Luiz Alberto Mincarone, estima que as perdas das empresas ultrapassem US$ 10 milhões.

Os escritórios de advocacia representam o recurso viável para as empresas liberarem suas mercadorias. A advogada Valdirene Lopes Franhani, do escritório Braga & Marafon, irá a Manaus nos próximos dias para atender a empresas em dificuldades. "Os prejuízos são altos e o impacto financeiro chega a dezenas de milhões de reais", afirma o advogado Paulo Henrique Gomes de Oliveira, do Gaia, Silva e Rolim.

De acordo com o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal, soma R$ 1 bilhão o total de cargas retidas no Porto de Paranaguá, no Paraná. Em todo o estado trabalham 600 auditores, sendo 400 na capital. Segundo o sindicato, 50% dos auditores aderiram à greve. (págs. 1, A6 e A7)

- O diretor do FMI, Jaime Caruana, disse ontem que as perdas com a crise dos EUA chegarão a US$ 945 bilhões. Relatório do Fundo destacou que o Brasil possui vulnerabilidades, como a apreciação do real, conforme reportagem de Fernando Exman, enviado da Gazeta Mercantil a Washington. (págs. 1 e A14)

- Nova lei dá mais poderes à Eletrobrás, que poderá atuar no exterior. (págs. 1 e A5)

- Vagas na indústria em fevereiro sobem 0,6% (págs. 1 e A5)

- Empresas brasileiras entram na Justiça para obter isenção de PIS/Cofins sobre exportação de mercadorias de um país estrangeiro para outro no exterior, a chamada operação "back to back". (págs. 1 e A10)

- A encomenda de 36 jatos por David Neeleman, que abriu empresa no Brasil, contribuiu para um salto de US$ 1,5 bilhão no 1º trimestre na carteira da Embraer. (págs. 1 e C4)

- Estudo da Serasa entre 2000 e 2007 mostra que o setor de comércio avançou 51,9% em termos reais, passando a indústria, que subiu 43,2% no período. (págs. 1 e B3)

- O setor de Previdência Privada e de Fundos de Pensão está otimista com 2008. Gestores esperam expansão de dois dígitos, na casa dos 20%. (págs. 1 e INVESTNEWS.COM.BR)

- A venda de seguro nas redes varejistas se consolidou como o principal caminho para as seguradoras chegarem às classes C e D e como uma das principais fontes de ganho para as redes de varejo,

que em alguns casos registram margens operacionais negativas. Do lucro de R$ 89 milhões do Ponto Frio em 2007, produtos financeiros responderam por R$ 73 milhões. "Disso, 95% veio da venda de seguro", diz Antonio Machado, diretor de vendas do Ponto Frio.

Boa parte das pessoas das classes C e D não vai ao banco por não ter conta bancária. Muitos dos que vão sentem-se mais à vontade na loja, onde o clima é propício para compras. "Lá, ele entra para comprar e é sempre bem atendido pelo vendedor ávido por ofertar tudo. Já no banco as pessoas são barradas nas portas giratórias e o gerente nem sempre está disponível", diz Alessandro Jarzynski, presidente da seguradora QBE, especializada em proteção financeira. (págs. 1 e B1)

- Opinião: Marcos Cintra- Superado só pela Dinamarca, o Brasil é o país que mais tributa o trabalho no mundo. O ex-governador paulista Franco Montoro dizia que salário não é renda e não deveria ser tributado. (págs. 1 e A3)

- Opinião: Rogério Mori- Ganha força a tese de que o BC elevará a taxa básica de juros mais adiante. O aspecto lamentável desse movimento é que, potencialmente, abortará o ciclo de investimentos produtivos. (págs. 1 e A3)

-Opinião: Ariverson Feltrin- Com a privatização das linhas férreas, o domínio do caminhão foi contido , usuários contam com uma revitalizada opção logística e a indústria de vagões e locomotivas foi ressuscitada. (pág.1 e A2)

- Após enviar ofício às operadoras móveis marcando a assinatura dos contratos de terceira geração (3G) para amanhã (10), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) voltou atrás e adiou a assinatura para depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) examinar e atestar pela lisura do processo licitatório realizado em dezembro passado. Ganham com isso Claro e Telemig/Vivo, que têm 3G ativa, e perdem as demais- TIM, BrT, Vivo e Oi. (págs. 1 e C2)

- Desde que comprou parte da malha ferroviária do governo, a ALL multiplicou por 15 seu faturamento - saiu de R$ 195 milhões em 1997 para R$ 2,85 bilhões previstos para este ano. A empresa renovou e ampliou a frota, hoje de 27 mil vagões, e aposta na recente aquisição da Brasil Ferrovias para ampliar o volume de cargas. Para crescer, além de investir neste ano R$ 700 milhões na malha, compra de vagões e locomotivas, estuda ampliar os trilhos no Centro-Oeste em regime de PPP, disse à Gazeta Mercantil o presidente da empresa, Bernardo Hees. (págs. 1 e C5)

- Os efeitos da dengue na economia começam a aparecer. O total de reservas em hotéis do Rio está 20% menor do que o esperado para o próximo feriado, do Dia de Tiradentes (21), devendo ocupar menos da metade dos quartos disponíveis. No emprego, o número de trabalhadores infectados pela doença é comparável, em média, a um segmento inteiro da indústria fluminense, e o setor hoteleiro acha que a situação deve piorar. (págs. 1 e A5)

CORREIO BRAZILIENSE

Denunciado - Ministério Público processa reitor da UnB por improbidade no gasto de R$ 470 mil para decoração de apartamento funcional.

- Aumenta a pressão para que o reitor da Universidade de Brasília, Timothy Mulholland, se afaste do cargo. Pela manhã, em resposta à ocupação da reitoria por estudantes e a protesto no campus, ele afirmou que não deixará o posto. "Entrei na reitoria na forma da lei e sairei na forma da lei", disse. De fato, corre esse risco: procuradores federais e do DF ajuizaram ontem ação na Justiça. Se a denúncia for aceita, Mulholland e o decano da administração da UnB, Erico Paulo Weile, terão de responder, na forma da lei, pela gastança com a decoração milionária. (Págs. 1, Tema do dia, 25 a 27)

Dinheiro de índio animou festa regada a caviar (Págs. 1, Tema do dia, 25 a 27)

- Lula comanda operação abafa-CPI (Págs. 1, 2 a 4)

- FMI estima que prejuízo causado por bolha imobiliária nos EUA chega a US$ 945 bilhões e prevê uma longa crise pela frente. (Págs. 1 e 15)

- Chuva já matou 33 no Nordeste. (Págs. 1 e 14)

VALOR ECONÔMICO

Novos IPOs vão testar mercado no pós-crise

-Depois do jejum do primeiro trimestre, a Hypermarcas e a Le Lis Blanc serão as primeiras a testar o apetite dos investidores por ofertas públicas iniciais (IPO, na sigla em inglês) no pregão tradicional da Bovespa a partir da semana que vem. A dona de marcas como Assolan, Etti e Apracur pode levantar cerca de R$ 1,2 bilhão, enquanto a grife do ramo têxtil espera movimentar mais de R$ 380 milhões entre papéis novos e dos sócios.

Mas, com os EUA à beira de uma recessão, há dúvidas se esse é um recomeço para os IPOs brasileiros. Enquanto a CVM recebe um fluxo novo de registros de operações, ainda está na memória a grande leva de adiamentos que se viu este ano. Dos 19 processos em análise, 12 estão interrompidos. "O sucesso dessas duas operações deve ser crucial para que outras companhias retomem os processos", diz o superintendente de registros da CVM, Felipe Claret. Ele esclarece que as ofertas podem ficar congeladas por 60 dias úteis e que outros prazos, como a solicitação de exigências, podem ser usados pelas companhias para ganhar tempo enquanto os ventos sopram contra.

As empresas que quiserem lançar ações ainda em abril têm de correr porque, a partir do fim do mês, os prospectos terão de incluir as demonstrações do primeiro trimestre. A lista de candidatas pode crescer com os registros iniciais de companhia aberta pedidos recentemente por Multiner (de energia), Líder (de transporte aéreo) e LLX Logística.

Hypermarcas e Le Lis Blanc serão um termômetro para medir a disposição dos investidores para IPOs, diz o diretor de Renda Variável da HSBC Investments, Eduardo Favrin. "No nosso caso, essa disposição ainda é baixa", admite. Diante das dezenas de opções que vieram a mercado em 2007, ele prefere olhar o que já está no pregão. "Entre escolher uma história desconhecida, não testada, e outra que está há mais tempo no mercado, é preferível pinçar oportunidades entre aquelas que já mostraram resultados."

Pechinchas não faltam. Das 64 novatas que estrearam em 2007, só oito sobem mais que o Ibovespa, sendo que sete estão valendo menos da metade do preço de lançamento. O capital estrangeiro, que levou a maioria dos IPOs ao longo dos últimos anos, mas agora só quer saber de liquidez, é outra grande incógnita. "Não adianta ter bons fundamentos se o fluxo for contra", diz Favrin. (págs. 1 e D1)

- Governo reduz juros e alonga prazos de dívidas dos ruralistas. (págs. 1 e B14)

- O governo federal aumentou de 52 para 277 o número de insumos utilizados na formulação de medicamentos que terão redução de 9,25% para zero de PIS/Cofins nas vendas e importação. (págs. 1 e A4)

-A indústria acelerou os ganhos de produtividade em 2008. O crescimento de eficiência acumulado nos últimos 12 meses até fevereiro foi de 4,7%, acima dos 4,1% obtidos em 2007, segundo cálculo que considera a produção e as horas pagas medidas pelo IBGE. O crescimento da produtividade neste início de ano também mantém-se acima do aumento real de salário concedido pelas empresas, o que minimiza pressões sobre a inflação. No ano passado, o ganho real médio dos salários ficou em 3,1% na indústria. Até fevereiro, ele recuou para 2,85%, aumentando a diferença para a produtividade.

Há pressões localizadas, como na indústria extrativa e em coque, refino de petróleo e álcool, onde o crescimento da eficiência ficou abaixo do aumento real de salários. Em alguns setores cuja demanda está sendo monitorada por temores inflacionários, como a fabricação de automóveis, os ganhos de produtividade superaram a média da indústria. (págs. 1 e A3)

- A Embraer fechou contrato de US$ 23 bilhões para adquirir turbinas da Honeywell para sua nova linha de jatos executivos de médio porte. É a primeira encomenda feita pela empresa brasileira à americana Honeywell, que venceu a disputa contra as tradicionais fornecedoras Rolls-Royce e Pratt & Whitney.

O congestionamento cada vez maior de grandes aeroportos mundiais impulsiona a demanda pelos jatos executivos. No ano passado, as entregas desses aviões atingiram o recorde de 1.138 unidades, número que deve crescer para mais de 1.300 neste ano. A família de jatos executivos da Embraer deverá entrar em operação em 2012, quando a empresa espera se deslocar entre os cinco maiores produtores desses jatos no mundo. (págs. 1 e B8)

- O cenário turbulento e as altas taxas de retorno exigidas pelos investidores assustaram as empresas que pretendiam captar recursos no mercado por meio da emissão de debêntures. A Neonergia, do setor elétrico, e a Inpar, do imobiliário, pediram a suspensão de suas emissões em análise na Comissão de Valores Mobiliários. A Duke Energy já havia feito o mesmo. Em março, não houve emissão.

O número de operações autorizadas pela CVM em janeiro e fevereiro bateu em R$ 32 bilhões. O número, porém, não reflete a realidade do mercado. Deste total, só R$ 1,2 bilhão é de empresas tradicionais, que colocam papéis no mercado para captar recursos. Os R$ 30 bilhões restantes são de empresas de leasing, que emitem volumes enormes para ficar na tesouraria dos bancos que as controlam.

Uma das razões da queda das emissões foi o compulsório fixado pelo Banco Central no início de fevereiro sobre recursos repassados pelas empresas de leasing aos bancos. Estes passaram a captar via CDB, pagando cerca de 105% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), quando há poucos meses pagavam 100% do CDI. Agora, investidores só se interessam por debêntures se estas pagarem pelo menos a mesma taxa. (págs. 1, C1 e C2)

- A safra plantada em 2007 e que será recolhida este ano atingirá 140,77 milhões de toneladas, um recorde. O crescimento sobre a safra anterior foi de 6,8%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. (págs. 1 e B14)

- A Agropecuária Xingu, controlada pela Multigrain (com capital japonês, americano e brasileiro) pretende ter em três anos 30 mil hectares de cana-de-açúcar na região de Correntina, no oeste baiano. A empresa também já começou a construir uma usina de álcool. Esse empreendimento é um exemplo do interesse pela cana na região, em parte como resultado de um recente decreto do governo do Estado - que concede incentivos fiscais às atividades das usinas de álcool até 2020. "A cana tem futuro na região. A terra é boa, a quantidade de água também e a topografia do cerrado é bastante favorável", afirma Paulo Garcez, presidente da Multigrain do Brasil. (págs. 1 e B13)

- As perdas causadas pela crise iniciada com os problemas no mercado imobiliário americano poderão atingir US$ 945 bilhões, estimam economistas do FMI. (págs. 1 e C5)

- Idéias: Carlos Lessa- é inquietante o crescimento do parcelamento do crédito pessoal dos correntistas. (págs. 1 e A13)

- Idéias: Cristiano Romero- governo nunca arrecadou tanto, mas descarta aumento do superávit primário. (págs. 1 e A2)

ESTADO DE MINAS

Dengue se alastra em BH

-Os focos do mosquito transmissor da dengue se espalham em Belo Horizonte, aumentando o perigo de uma epidemia. De acordo com o último levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), foi constatada a presença de larvas do vetor em 27 mil imóveis da capital, 3,4% do total. No balanço anterior, do início do ano, eram 15 mil imóveis (1,9%). A região de Venda Nova é a que concentra maior quantidade de reservatórios infestados: cinco em cada 100 residências.

Esta é a época do ano de maior transmissão da doença. Para piorar, exames da Fundação Ezequiel Dias (Funed) constataram que circulam na cidade os vírus Den 2 e Den 3, que são os de maior risco para enfermidade letal. Já foram confirmados 1.360 casos de dengue em BH. Os menores de 14 anos representam quase 10% dos infectados e estão entre os grupos mais vulneráveis às formas graves do mal.

No Rio, a epidemia leva a casos curiosos. O time de basquete do Iguaçu está com 13 dos 18 jogadores doentes e tem jogado o Campeonato Nacional sem banco de reservas. (págs. 1, 20 e 31)

- Depois de muita pressão da oposição, o Senado criou ontem outra CPI dos Cartões, exclusiva da Casa. Para que seja instalada, os líderes partidários têm de indicar seus integrantes. Como na CPI mista, os governistas terão maioria, com direito a indicar oito dos 11 membros. (págs. 1, 3 e 4)

- A tendência de o Banco Central elevar a taxa básica de juros e de os EUA fazerem o contrário deverá aumentar a entrada de dólares no país, mas de capital meramente especulativo. O FMI alertou sobre os riscos para o Brasil dessa entrada de dinheiro volátil, que pode sair a qualquer momento e ainda prejudicar as exportações, por valorizar o real. O FMI calculou em US$ 945 bilhões as perdas com a crise financeira mundial. (págs. 1, 21 e 22)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

- Condenados e livres

Uma semana depois de sentenciados por assassinar um agricultor e tentar matar outros 13, em um dos maiores julgamentos de Pernambuco, cinco policiais e nove funcionários de usina ganharam o direito de aguardar a apelação em liberdade. (pág. 1)

- Massacre em Bogotá deu origem à guerrilha das Farc. (pág. 1)

- Celpe negocia dívidas com consumidores. (pág. 1)

-Vítimas da chuva. (pág. 1)

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