15 janeiro 2007

LULA VOLTOU... E SAIU DE NOVO!

O presidente Lula voltou de "férias" e já saiu outra vez... Foi assistir à posse do Presidente do Equador, Rafael Correa Delgado.

Lá encontra-se com seu ídolo e inspirador Hugo Chávez... Além do índio maluco presidente da Bolívia - Evo Morales - , e o terrorista presidente do Irã - Mahmoud Ahmadinejad.

Ai que medo!

Deixa o homem... fazer o que?!
Aldo e Chávez são 'abacaxis' de Lula
Kennedy Alencar

Dois políticos aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverão trazer alguma emoção ao começo do segundo mandato do petista.

Aldo Rebelo (PC do B-SP) tem demonstrado uma agressividade inusual e uma vontade de criar laços políticos com a oposição mais radical que poderão atrapalhar o sono de Lula se o comunista se reeleger presidente da Câmara.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, resolveu rasgar a fantasia. É sério candidato a ditador do Mercosul, bloco econômico e político do subcontinente que precisará se posicionar claramente a respeito da autocracia em construção na Venezuela.

Aldo era o preferido de Lula. Lula não acreditou no sucesso da candidatura do líder do governo, Arlindo Chinaglia, a presidente da Câmara. O líder petista na Câmara surpreendeu. Tem maioria entre os partidos da base de apoio lulista no Congresso. Fechou até com setores da oposição.

Aldo se chateou. E agora bate duro em Lula em conversas reservadas. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso virou seu grande cabo eleitoral. A eventual vitória de Aldo, que parece improvável hoje, se dará à revelia de Lula. Significará um presidente da Câmara menos comprometido com o governo que ora começa.

Não há espaço para Lula levar Chinaglia a recuar. Os últimos movimentos de Aldo parecem ter afetado a relação de confiança entre o presidente e ele, levando em conta relatos de quem conversou com o petista na última semana.

Na política externa, Chávez era uma espécie de amigo levado que Lula precisava tutelar, apontando-lhe o bom caminho. Como o venezuelano foi vítima de tentativa de golpe, Lula contemporizava. O presidente brasileiro também achava que os EUA exageravam ao ver em Chávez traços ditatoriais. Chávez virou o herói do Fórum Social Mundial, um ídolo da esquerda mundial. Roubou a cena de Lula.

Como o petista se comportará a partir de agora? No terceiro mandato, Chávez anuncia a estatização de empresas de energia e telecomunicações. Quer poderes para governar por decreto. Pediu a um Legislativo emasculado que aprove a possibilidade de reeleições indefinidas. Promete submeter a decisão a um plebiscito popular para lhe dar legitimidade.

Os países do Mercosul se reunirão no Rio de Janeiro nesta semana. Será que fingirão que os passos largos que Chávez dá rumo a uma ditadura são assuntos internos da Venezuela?

Lula volta do Guarujá com dois abacaxis daqueles para descascar.

13 janeiro 2007

FRASE

"O brasileiro é um povo com os pés no chão, e as mãos também."
Ivan Lessa, escritor

DIRCEU E CHÁVEZ: TUDO A VER

Dirceu explica Chávez. Tremei, penhas!
Reinaldo Azevedo

Leiam com cuido o que segue em azul. Depois eu volto:

Sobre as medidas anunciadas pelo presidente Hugo Chávez na sua posse, dando seqüência à nacionalização, com indenização, das empresas de telecomunicações e energia, não devemos ter nenhuma dúvida: na Venezuela o processo político se aprofunda, muda de qualidade e, mais do que isso, inicia uma nova fase.
Sem entrar no mérito, porque isso exige uma análise com mais informações e com mais tempo, fica claro que o presidente e a direção do processo político venezuelano optaram por avançar rumo à permanência de Chávez no poder (permitindo a reeleição permanente), expandir a presença do Estado na economia (além das telecomunicações e da energia elétrica, também o gás será nacionalizado), introduzir o conceito de propriedade coletiva, extinguir a autonomia do Banco Central e colocar limites à atuação da iniciativa privada nas áreas da educação e saúde.
O governo solicitará – e conseguirá, já que tem maioria no Parlamento, porque a oposição boicotou as eleições de dezembro de 2005 – poderes para governar em determinadas matérias por decreto, a chamada Lei Habilitadora. Tudo será submetido a referendo, segundo o próprio presidente.
É bom lembrar que Hugo Chávez foi eleito, venceu uma Constituinte e um referendo sobre seu mandato e foi reeleito no ano passado com uma grande votação. Também vale o registro que a oposição, quase toda, apelou para um golpe de Estado ilegal, imoral e inconstitucional – e fracassou, graças o apoio do povo venezuelano e de parte importante das Forças Armadas do país. Já nas últimas eleições, por outro lado, aceitou as regras do jogo e reconheceu a reeleição de Chávez sem problemas, o que foi uma novidade importante.
Não se trata apenas da nacionalização de setores estratégicos da economia da Venezuela, mais sim de uma nova fase do processo político venezuelano, com novas e tensas agendas. Como reagirão as classes sociais e os interesses econômicos afetados e a própria comunidade internacional é a primeira questão, ainda mais porque há setores francamente contrários à nacionalização. A segunda é como se organizará o processo de mobilização social e política que apóia o presidente Chávez. A terceira é saber como reagirá a oposição, que, como se sabe, reorganizou-se para a disputa política institucional.Do ponto de vista interno, fica uma indagação principal: quais impactos terão essas medidas no já vigoroso crescimento da economia venezuelana, dependente do petróleo, e principalmente no combate à pobreza e desigualdade social, tão profundas lá como cá?

Voltei
Sabem quem escreveu o que vai acima? José Dirceu, aquele consultor de empresas da iniciativa privada... O titereiro da candidatura no Arlindo Chinaglia. Olhem que mimo. O homem reconhece que Chávez se organiza para se perpetuar no poder, faz um elenco de suas medidas antimercado, diz que não vai entrar no mérito – ah, por que não? – e atribui a responsabilidade pelo conjunto da obra às oposições: golpistas, imorais etc. Mais ainda: lembra que todas as mudanças operadas pelo venezuelano se deram por meio de referendos e plebiscitos. Logo, são democráticas, certo? Encerra chamando a atenção para o vigoroso crescimento da economia Venezuela – que, como se sabe, é praticamente uma monocultura e se sustenta hoje na alta do preço do petróleo.

Aquele que volta ao centro da cena do petismo não disfarça, não esconde, não edulcora a sua simpatia pelo ditador. Aliás, convenha-se: muitas acusações podem ser feitas a José Dirceu, mas que se reconheça: ele nunca fingiu ser um democrata. Nem ele nem muitas outras lideranças do PT. Cai na conversa dele quem quer ou, pior, quem concorda.

FHC

Em nota, FHC critica apoio do PSDB a Chinaglia
Josias de Souza

Dono de um método peculiar de tomada de decisão, o tucanato surpreendeu o mundo da política ao anunciar o apoio a Arlindo Chinaglia (PT). Ninguém imaginava que o PSDB, logo ele, desceria do muro tão cedo. Mercê da falta de prática com a ligeireza, os tucanos desceram, veja você, dos dois lados do muro.

O sururu começou já na quinta (11), dia em que Jutahy Magalhães apertou a mão de Chinaglia. Nesta sexta (12), o alarido foi encorpado por uma nota de repúdio do tucano-mor Fernando Henrique Cardoso. Ele tachou de “precipitado” o gesto pró-Chinaglia. Preferiria Aldo Rebelo (PC do B), sem excluir a análise de um nome surgido da terceira-via.

Eis a nota de FHC:

"A respeito do apoio precipitado à candidatura do deputado Arlindo Chinaglia à presidência da Câmara de Deputados tenho a dizer que:

1. Quando estava em férias de Natal em Maceió, fui informado pelo deputado Aldo Rebelo de sua disposição de se candidatar à presidência da Câmara. Respondi que, se ele se mantivesse candidato, não veria como o PSDB pudesse votar no candidato do PT.

2. Havendo uma cisão na base governista, à qual, pela lógica política, caberia a Presidência da Câmara, abrir-se-ia, uma alternativa para a oposição. Aliás, mais de uma, penso, pois o anúncio posterior de eventual candidato de outros na linha da independência do Congresso nas questões institucionais e do não comprometimento com as tantas pizzas do passado recente.

3. Dei ciência ao governador de São Paulo e ao líder do partido na Câmara da conversa que mantivera com o deputado Aldo Rebelo, à qual esteve presente também o governador de Alagoas, Teotônio Vilela. Por isso, me surpreendeu a decisão, que considero precipitada, assegurar ao PT os votos do PSDB, sem discussão política mais profunda sobre as implicações e conseqüências do gesto. Ainda há tempo para as lideranças pensarem na opinião pública e nos milhões de brasileiros que esperam do PSDB uma posição construtiva, mas oposicionista, para que possamos manter a esperança de dias melhores”.

Abespinhado, o líder Jutahy, unha e carne com José Serra, disse que não vê problemas em reunir a bancada para retificar ou ratificar o apoio a Chinaglia. Parece confiar na acuidade da pesquisa telefônica que aferiu o sentimento da bancada. "Colocamos três opções: a defesa do critério da proporcionalidade das bancadas, o que implicava o apoio ao Chinaglia, a alternativa pró-Aldo e uma terceira, a de lançar uma candidatura contra esses dois. A vencedora foi a primeira." Ele não fala em percentuais.

No embalo de FHC, também o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), decidiu meter a colher no angu da Câmara. Disse que vai pedir à Executiva do partido que convoque uma mega-reunião, especificamente para debater o apoio a Chinaglia. Quer a participação de deputados, senadores e de grão-tucanos sem mandato.

“Não me estou intrometendo em assunto interno da Câmara. Entendo, sim, que se trata de questão maior, a ser amplamente discutida pela Direção Nacional do partido. Todos devem ser ouvidos, a começar pelo presidente de honra, Fernando Henrique Cardoso", anotou Virgílio em nota.

Como se vê, tucanos são mesmo um bichos complexos. Sendo oposição, abraçam-se ao PT. Depois, inauguram um movimento de oposição a si mesmos, bicando-se uns aos outros. Aldo Rebelo não perdeu a oportunidade de espicaçar as aves de coloração petista. O esvoaçar de penas encontra-se exposto no portal do PSDB na internet

FALA DE CLODOVIL

“Nunca estive envolvido com ladrão, como o Lula esteve. Não posso respeitar um analfabeto. Ele não poderia ser nem vereador”.
Clodovil Hernandez, estilista e deputado federal eleito, em entrevista à revista Flash

11 janeiro 2007

Do Blog de Reinaldo Azevedo:

Chávez e o Brasil 1 - A eleição na Venezuela
O assunto Hugo Chávez, confesso, me aborrece um pouco. Estou me esforçando para devolver à rede o arquivo de Primeira Leitura. Quem era leitor e tem memória do que se escrevia então sabe que sempre tratei este delinqüente como um protoditador — quando ele era apenas isso. Enquanto a canalha politicamente correta relinchava: “Mas o que ele fez contra a democracia até agora? Ele não recorre sempre a votações?” Sim, claro, claro, como se não fosse possível usar os instrumentos da democracia para solapar a democracia... Aliás, o mais evidente e corriqueiro deles é recorrer a plebiscitos, referendos e constituintes. Nessas horas, os orelhudos de plantão comparecem ao debate para lembrar os cantões suíços. Tá bom. Dêem-me a Suíça primeiro. Uma coisa é decidir o que fazer com a quadra da escola pública no fim de semana; outra é chamar a “massa” para arbitrar sobre direitos individuais por exemplo. Não se esqueçam: os petistas chegaram a flertar com a idéia de uma constituinte para fazer a reforma política. E, com efeito, não sei se já desistiram...

Mas volto a Chávez. Seu discurso de posse deixou muito claro: “Pátria-mãe: socialismo ou morte”, afirmou, repetindo Fidel Castro, um dia depois de ter anunciado a disposição de nacionalizar as empresas de telecomunicação e de eletricidade e de não renovar a concessão de um canal de TV que considera “subversivo”. Seu mandato vai até o longínquo 2013. E ele já tem pronta uma medida, para ser votada pelos seus bate-paus, que permite a reeleição sem limites no país. Daí a alcunha que lhe cabe bem: ditador eleito.

Hoje em dia, o Brasil não tem mais tanta importância para Chávez. Mas Lula já foi seu fiador. Mais do que isso. O Apedeuta chegou a declarar que havia democracia “até demais na Venezuela”. O PT, como partido, acaba de mandar uma mensagem saudando a posse do ditador, o mesmo que se uniu a Evo Morales para nos tomar a Petrobras. Este “nos” quer dizer “o Brasil”. Lula não foi surpreendido. Chávez, o Babalorixá, Evo e outros mais mal-encarados compõem o chamado Foro de São Paulo, uma realidade que nada tem de hipótese conspiratória. Perguntem aos petistas. Eles vêem a união das ditas esquerdas latino-americanas — as narcoguerrilheiras Farc pertencem ao grupo — como resposta, imaginem só!, ao Consenso de Washington!

Chávez vai implementar o “socialismo” na Venezuela? Que importa? O que é o socialismo hoje em dia? Será um modelo à moda de Cuba ou da Coréia do Norte? Acho que não. Não com o mesmo isolamento. Vai criar — já criou, de fato — um sistema autoritário na política, do qual dependerá o “bom” funcionamento da economia. Este “bom” quer dizer alguma normalidade, ainda que dentro da rigidez ditatorial. No caso da Venezuela, a estrovenga nasce sob o signo do tal “movimento bolivariano”, mas tem uma marca pessoal muito forte. A esquerda brasileira que conta, o PT, é um pouco mais cuidadosa. Não há lugar, por aqui, para alguém com as mesmas características do ditador venezuelano, mas nem por isso as tentações são menores. Ao contrário: a disputa na Câmara é um exemplo de como a política institucional é refém das estratégias petistas, sem um outro pólo ativo o bastante para dar uma resposta de permanente confrontação. Ao menos por enquanto.

Assim como não se apostava num Chávez ditador, e ele está aí, chamam de exagero a possibilidade de um petismo antidemocrático — pela via, claro, democrática. E, no entanto, o risco está aí.


Chávez e o Brasil 2 - Por que será?
Por que será que o PT quer tanto a Presidência da Câmara, não lhe bastando um fiel escudeiro, comunista do Brasil? Vai saber... Uma coisa é certa e já foi dita: o partido não aceita ser mais um, ainda que o principal, da base de Lula. Estará certamente de olho na consolidação de lideranças que possam, se preciso, substituir o Babalorixá no que, na pior das hipóteses (para eles), seria só um interregno 2011-2014. — quando o homem, sedento de trabalho, tentará voltar, então com meros 68 anos. Mas eu aposto alguns tostões: há alguém da “base aliada”, de preferência de algum partido considerado “de direita”, com uma emenda Lula 3.


Lula, o nosso De Gaulle
Disse De Gaulle que o primeiro dever de um estadista é a ingratidão. Por esse exclusivo critério, Lula é um estadista, não é mesmo, Aldo Rebelo?
Do Ex-Blog de César Maia:

PEQUENOS DELITOS

Propostas apresentadas pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro aos Governadores do Sudeste

01. O Rio (Capital) tem 3 mil mortes violentas (homicídios dolosos, latrocínios e lesão, culminando em morte). Mas a soma de todos os delitos contra a pessoa (200mil) e contra o patrimônio (300 mil) alcança 500 mil por ano. Por 100 milhabitantes são 50 mortes violentas. Ameaças são 200 por 100 mil habitantes. Lesão corporal são 500 por 100 mil. Furtos, 900. Roubos, 1.000. São númerosredondos para os últimos anos.

02. Dos 500 mil delitos citados metade correspondem a delitos de menor potencial ofensivo, assim definidos pela lei 9099 de 1995, especialmente Ameaças e Lesões. Estes delitos têm um rito distinto, indo para decisões dos Juizados Especiais com rito rápido e descomplicado e penas heterodoxas como prestação de serviços, etc.

03. O artigo 69 da lei 9099/95 estabelece o Termo Circunstanciado, que substitui o Inquérito Policial, de fácil operacionalidade e de comunicação direta ao que delinqüiu e ao juizado de pequenas causas. Esse - pode e deve - ser preenchido pela PM, autoridade policial que realiza o patrulhamento nos logradouros públicos. A lei assim diz.

04. Mas as Polícias Civis, ciosas do monopólio que querem ter sobre os processos, impedem as Polícias Militares de executarem esta tarefa de lei. Hoje, nas salas e porões das delegacias do Rio (Capital) estima-se que estejam acumulados 200 mil inquéritos policiais quase todos sem condições de prosseguimento.

05. Propõe-se: a) autorizar as PMs a lavrar o Termo Circunstanciado. Propõe-se amudar a legislação federal de forma a que as Guardas Municipais em cidades demais de 2 milhões de habitantes possam: i) prevenir e reprimir com poder depolícia amplo, os delitos considerados pela lei 9099/95 de menor potencialofensivo. ii) autorizar as Guardas Municipais nestas cidades a lavrar o Termo Circunstanciado.

06. Nos Estados Unidos, 93% dos crimes são elucidados em função dos elementos colhidos na cobertura das ocorrências (imobilização do local, testemunhas, impressões digitais, fotos técnicas, vídeo, etc.). Estes elementos colhidos permitem a polícia técnica da polícia judiciária (civil) analisá-los e extrairas informações básicas para a investigação e a elucidação dos fatos e apuração das responsabilidades culminando o Inquérito Policial. Nos EUA e outros países a polícia é completa e por isso esta operação é automática.

07. No Brasil é a Polícia Militar que está nas ruas, mas ela não pode fazer o levantamento do local do crime. No máximo o isola. Faz um boletim de ocorrência - BO - que vai a delegacia, que faz uma verificação de procedimentos -VPI- e que transforma em Registro de Ocorrência - RO e então em inquérito policial. São três procedimentos e não apenas um. E a proporção de inquéritos que não contém os elementos de investigação é gigantesca. A porcentagem de delitos elucidados - onde não há flagrante - no Rio e em outras regiões do país se aproxima de 100%.

08. Propõe-se mudar a legislação e autorizar a Polícia Militar a fazer acobertura técnica primária das ocorrências criminais, preparando seu pessoal de policiamento para isso.

09. Mudar a jornada de trabalho para jornada continuada dos responsáveis na polícia civil pela investigação, garantindo a continuidade dos trabalhos e a melhor apuração nos Inquéritos Policiais.

10. O sistema de Justiça é um só sistema funcionalmente. Administrativamente suas responsabilidades são divididas entre os poderes - judiciário e executivo, e ministério público. Esta é uma divisão administrativa apenas. Daí a polícia civil ser chamada de polícia judiciária. Em outros países a divisãoadministrativa não é necessariamente essa. Mas existe.

11. O fator fulcral na reforma da área de segurança da Colômbia foi introduzir, como em outros países, o Juizado de Instrução, aproximando o judiciário dasdelegacias e com isso dando qualidade aos inquéritos com fins de conclusão e julgamento. Um exemplo prático: só um juiz pode cancelar um inquérito. Se forfeita uma varredura nos 200 mil Inquéritos policiais acumulados, provavelmente80% ou mais não tem como prosseguir. Isso está a exigir que o TJ constitua uma equipe de juízes para decidir sobre prosseguimento ou não junto à polícia judiciária ou civil e ao MP. Isoladamente nenhum juiz assumirá estaresponsabilidade. E os porões irão acumulando mais inquéritos. O arbítrio quanto ao prosseguimento num quadro desses não pode levar a "bom" porto.

12. Com o juizado de instrução e a presença do promotor direcionado à delegacia, supervisionado pela Central de Inquéritos do MP, os inquéritos policiais teriamum controle de qualidade inicial e um outro padrão quanto à probabilidade deculminarem em julgamento. Quantas vezes se critica um juiz por uma decisão contra o senso comum, num delito. Na verdade, o juiz não pode julgar por pesquisade opinião ou matéria de jornal, mas pelo que consta no inquérito. O Juizado de Instrução garantindo esta qualidade nos processos eleva a taxa daquilo que é consensual hoje: a redução drástica da impunidade é mais importante que o tamanho da pena.

13. Urge legislar a respeito e implementar - gradual e progressivamente os Juizados de Instrução.

14. Diz-se com razão que um policial - PM - não pode deixar de estar indisponívelpara sua função e muito menos desviado de função. Um desvio de função intrínsecoa sua função, aqui, é o desdobramento de um flagrante. O PM leva o delinqüente a uma delegacia de polícia, e quando tem sorte, sai de lá seis horas depois, perdendo todo um turno de patrulhamento. Em Porto Alegre se fez uma experiênciaem relação à Central de Flagrantes que reduziu drasticamente o tempo de imobilização do PM. Há que se estender e aprimorar esta experiência ou definir procedimentos de muito maior agilidade. 1

5. Finalmente a questão da Polícia Completa como nas grandes cidades norte-americanas, na Grã-Bretanha ou na França, ou mesmo no Chile embora existam duas polícias, mas ambas são completas, especialmente os Carabineiros. AlgunsEstados avançaram nesta direção definindo regiões de segurança fechadas entre Batalhões da PM e Delegacias de Polícia. Mas isso não é suficiente. Há que se avançar muito mais, administrativamente, sem precisar mudar a legislação, coisacomplexa e difícil no Congresso.

16. O sistema de aquartelamento da PM no Brasil é um caso aparte. Bem, quando numa jornada de 24 horas se dorme 6 horas no batalhão, é inevitável. O ideal - e que se poderia fazer através de ato voluntário - inicialmente de alguns coronéise delegados - é instalar a Delegacia Fisicamente dentro do Quartel da PM. A Polícia Civil não precisaria mais de policiamento de si mesma, ganhand ohomens - hora e a articulação do delegado e do coronel - planejamento do policiamento pelo movimento das manchas de crime, nos logradouros públicos dos bairros, prevenção orientada, dinamização dos inquéritos, desenvolvimento deconfiança mútua e consciência da interdependência, etc.

17. Foi este o documento entregue, de forma resumida. O crime organizado afeta a percepção das pessoas pelo noticiário e visibilidade circunstancial. Mas o que afeta de fato a percepção das pessoas, a taxa de pânico, e aí estão todas aspesquisas de vitimização e as estatísticas sobre crimes conforme o início do documento, são os delitos que em geral nada têm com as mortes violentas. Combatê-los é fundamental e decisivo, até porque eles são escolas do crime. Decisões como as propostas podem num tempo muito curto derrubar a menos da metade os delitos contra a pessoa e o patrimônio, ou seja, reduzir em 300 mil,c omo meta para cinco anos, os delitos que chegam junto das famílias. Esse é o sentido do que se propõe.

10 janeiro 2007

Do Ex-Blog de César Maia:

A OPOSIÇÃO NÃO SABE A QUE SE OPOR

01. Este é o título do artigo que Jorge Fernández Diaz escreveu a La Nacion dia7/1/7.
São coisas argentinas, mas, tão semelhantes às nossas que vale a pena a transcrição de alguns trechos do artigo. Para que isso não venha a ocorrer no Brasil. Aliás, estamos perto.

02. Nunca em sua história um governo teve oposição mais pobre. A oposição na Argentina, hoje, não existe? Não é que não exista, mas não sabe a que se opor. O governo marcha orgulhoso pelas vias do partido único. Converteu-se num monstrotemível, gelatinoso, e elástico que cresce e cresce ocupando tudo e devorando seus inimigos. O governo é um arqueiro de borracha com as pesquisas na mão queestica, estica em todas as direções e obtura os vazios.

03. É muito difícil, hoje, nestes dias de glória do governo, encontrar-lhe um franco e marcar um gol. Ele rompe todo o tempo, qualquer eixo da oposição. Pulveriza a histórica tensão entre governo e oposição. Coopta setores da oposição que conquistaram os governos estaduais.

04. Leva um produto a cada mercado, sem ideologias que tenham validade.

05. As batalhas eleitorais que o governo propõe, são sempre entre progressistase noventistas. Governo federal contra o neomenemismo (ex-presidente).

06. A verdade é que na oposição, ninguém oferece alternativa. O que tem feito é colocar uma idéia política: República x Populismo. Apela para defender os mecanismos republicanos ao avassalamento das instituições pelo governo. A deputada opositora (Carrió), diz que esta é uma luta moral contra um governo mafioso, mas ainda não existem provas concretas para que a sociedade creia ou queira crer. Talvez porque o jornalismo de investigação durma o sono dos justos.

07. Falta uma idéia nova, e esta é uma má noticia, que brilha por sua ausência. É necessária uma oposição que saiba fazer oposição. Que controle o governo e lhe baixe a soberba. É necessária também para que os argentinos não tenham que sedespertar um dia, como já ocorreu muitas vezes, vendo que o ciclo econômico mudou, que os ventos de popa se transformaram em tempestade, que os magos do governo perderam a magia e que o país perdeu outra grande oportunidade.

O PRESIDENTE DA CÂMARA

Saiba o que está em jogo na disputa da Câmara

Josias de Souza

Reza o artigo 80 da Constituição que o presidente da Câmara é o terceiro homem - até hoje nenhuma mulher logrou aproximar-se do posto - na linha de sucessão da República. É ele quem assume o Planalto caso o presidente e o vice sejam, por qualquer motivo, impedidos de gerir o Estado. Na prática, porém, o comandante da Câmara tem mais poder, muito mais, do que o vice-presidente da República. É por isso que os partidos quebram lanças por essa cadeira.

A relevância do vice-presidente está enganchada no destino do titular. E nem todos têm a ventura de José Sarney e Itamar Franco, os vices de Tancredo Neves e Fernando Collor. Em condições normais, o vice-presidente é a ociosidade com carro oficial, gabinete espaçoso e residência bancada pelo contribuinte - o Palácio do Jaburu.
Quando está exausto de sua própria inatividade, José Alencar, o vice de Lula, costuma espinafrar a política de juros do governo a que pertence. As autoridades econômicas fingem que não escutam e a vida segue.

O poder de influência do presidente da Câmara na cena política independe da saúde e da sina pessoal do chefe do Executivo. Sua importância deriva do fato de que, diferentemente do vice, ele comanda uma das Casas do Legislativo, um poder autônomo. Se quiser, pode, no exercício de suas funções, infernizar o cotidiano do presidente da República e de todo o seu governo.

O presidente da Câmara comanda as reuniões do chamado colégio de líderes”, que, como o nome indica, é integrado pelas lideranças dos diferentes partidos. É ele quem define, com ou sem a concordância unânime dos líderes, a chamada “ordem do dia”. Trata-se da lista de projetos que vão a voto no plenário da Casa.

Propostas de interesse do Executivo - novas leis ou reformas da Constituição - podem ganhar maior ou menor celeridade, a depender dos humores do presidente da Câmara. Algo que tende a ganhar ainda maior relevância para um governo como o de Lula que, neste início de segundo mandato, prepara-se para enviar ao Congresso vários projetos de lei e propostas de alterações.

Pela lei, eventuais pedidos de impeachment do presidente da República devem ser protocolados na Câmara. E cabe ao presidente da Casa dar curso à iniciativa ou mandá-la à gaveta. Na atual legislatura, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) arquivou vários pedidos de impedimento de Lula. O mais consistente foi apresentado pelo ex-deputado Alberto Goldman (PSDB), hoje vice-governador de José Serra, em São Paulo.

Por todas essas razões, o presidente da República, seja ele quem for, costuma desdobrar-se para acomodar na cadeira de presidente da Câmara - e também na do Senado - políticos leais ao Palácio do Planalto. Pelas mesmas razões, a oposição briga para eleger parlamentares que, no mínimo, se disponham a desfraldar a bandeira da autonomia, livrando o Legislativo da pecha de apêndice do Planalto.

Na atual disputa, produziram-se na Câmara duas candidaturas de perfil governista, a de Arlindo Chinaglia (PT) e a de Aldo Rebelo (PC do B). Ambas, em tese, serviriam aos interesses imediatos de Lula. Porém, a divisão do consórcio partidário que apóia o Planalto deixa inquieto o presidente. Ele receia que a falta de unidade abra espaço para a repetição do “efeito Severino Cavalcanti.” Daí o esforço do governo para deixar de pé uma única candidatura.
Cláudio Humberto, hoje

Ruim e pior
O PSB de Curitiba lançou o ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, à prefeitura da cidade em 2008. Para não engoli-lo, o governador Roberto Requião terá que apoiar seu novo desafeto, Beto Richa.

Pensando bem...
... a disputa pela presidência da Câmara, com tanta intriga e conchavo, lembra concurso de Miss. Só falta a mãe nos bastidores.

Perguntar não engorda
Classe média no Brasil tem algo a ver com “média” de pão com manteiga?

ALDO APUNHALADO E O JOGO DE LULA

Reinaldo Azevedo

Vamos diretamente ao ponto. Lula tirou a escada de Aldo Rebelo (PC do B-SP) e, na prática, disse-lhe o seguinte: “A derrota é sua, a vitória é nossa”.

Enquanto o presidente passeava na praia do Artilheiro ao lado de Lulinha, o seu fiel comunista do Brasil via, nesta terça, o aparelho petista se mobilizar em favor do candidato petista à presidência da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Liberação de recursos e promessa de ministérios arrancaram de metade do partido – 46 dos 90 deputados – o apoio oficial ao petista. A idéia é que todos os peemedebistas sigam essa orientação. Esqueçam. Não acontecerá. Promessa de peemdebista não costuma valer um tostão furado, especialmente com voto secreto.

Aldo tem força junto ao chamado baixo clero e tenta obter o apoio dos dois maiores partidos de oposição: PSDB e PFL. Num eventual segundo turno, também poderia contar com os votos daqueles que eventualmente venham a formar com um nome da chamada Terceira Via - um anticandidato que seja.

O que importa, neste texto, não é isso. O que interessa é que o petismo demonstrou que, se preciso, joga pesado também contra aliados. É da sua natureza.
Há uma contradição ligeira entre o que queria Lula e o que quer José Dirceu? Há, sim. O agora consultor de empresas privadas está de volta pra valer à operação política e é o verdadeiro articulador da candidatura de Chinaglia. Com dois ou três lances, largou Tarso Genro falando sozinho. Fiel à sua natureza, o Apedeuta não correu em socorro de ninguém. Vá lá. Para ele, qualquer resultado interessa. Se pudesse escolher, escolheria Aldo. Se não der, serve o outro também. E quem sabe até a saída lhe fosse útil.

Vamos ver o que é que vem neste tal PAC, o dito Programa de Aceleração do Crescimento. Há 11 chances em dez de a burocracia do Banco Central ficar descontente com o resultado – se é que já não está. Por mais incompetente que seja este governo, suponho que alguma medida foi ao menos pensada. Um PT mobilizado em favor de um forte crescimento da economia, sob a sombra de Zé Dirceu, pode vir a ser uma desculpa útil a Lula.

Oposições
Vocês sabem o que penso. Pus de lado o convencionalismo, que hoje só serve ao PT, da análise e da prática política e defendo que PSDB e PFL cerrem fileiras com um candidato da Terceira Via. Mas eles têm lá seu próprio entendimento – ou “entendimentos” (no plural) – da política e seguem, por enquanto, simpatizando com a candidatura Aldo.
O PT agora avançará na praia oposicionista, ou tucana, para ser mais preciso. Acena com acordos nas Assembléias Legislativas – São Paulo é o caso mais evidente – em troca do apoio a Chinaglia. Não aposto que os petistas serão bem-sucedidos na iniciativa, mas certamente não faltará tentação àqueles que se opõem ao PT. Que fiquem na tentação.
Não se é petista cumprindo acordo, como Aldo sabe muito bem.

Lembremo-nos de que o PT é aquele partido que defendia a contribuição de inativos dos servidores federais, mas era contra a contribuição dos inativos em São Paulo. Claro!
A primeira beneficiava o governo Lula, e a segunda, o governo Alckmin.

O que um petista diz se escreve na água com o vento.

LULA É VICE NO RANKING DE LÍDERES

Gabriel Manzano Filho

Uma surpreendente maioria de 53% das elites da América Latina acha que a região “está no bom caminho” e que a presidente chilena, Michelle Bachelet, é “o melhor modelo de liderança”, segundo pesquisa feita pelo Instituto Zogby International para a revista Newsweek, com ajuda da Universidade de Miami. Repetindo seu antecessor, Ricardo Lagos, em idêntica pesquisa feita em 2003, Bachelet conseguiu 28% dos votos. O brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva ficou em segundo, com 26% (o mesmo lugar da pesquisa anterior). O colombiano Álvaro Uribe conseguiu 13%, ficando em terceiro, à frente do venezuelano Hugo Chávez.

A pesquisa revela, ainda, que essas elites - representadas por 603 importantes políticos, empresários, funcionários de governo, intelectuais e jornalistas - estão confiantes como nunca. Chegam a 43%, segundo o Instituto Zogby, os que acham “boa” ou “excelente” a situação de seu país - em 2003 não passavam de 7%. Indiferentes aos críticos que acusam um constante distanciamento entre a região e as economias asiáticas, 81% dos consultados acreditam que “a situação econômica vai melhorar” nos próximos dois anos.

O Brasil se destaca, entre os sete países pesquisados (os outros são Argentina, Peru, Chile, Colômbia, Venezuela e México), pelo otimismo: 89% esperam anos melhores pela frente (e boa parte é a favor da Área de Livre Comércio das Américas). A previsão do Banco Mundial para 2007 é de crescimento médio de 4,2% na região, mas na Argentina, no Chile, no Peru e na Venezuela a expectativa é crescer além disso. Os argentinos são os mais confiantes no futuro imediato (67%) e os mexicanos, os mais pessimistas (83%).

Para explicar tanto bom humor, a Newsweek lembra que nos últimos 3 anos o preço das commodities, de modo geral, esteve alto, ajudando nas exportações, a inflação foi contida e o excesso de dólares no mercado alimentou as bolsas de valores.

HUMOR

De José Simão:

O Rodrigo Flores foi cobrir a posse do Lula em Brasília e trouxe um kit da posse para o Simão. Tem camiseta com a frase: "Eu estive na posse!". Eu estive na posse e agora estou na merda!

O kit veio com uma viseira. O Simão acha que o Lula usou a viseira nos últimos 4 anos. Em cima do olho! Por isso que ele não viu nada, não sabe de nada!

Esse é um "kit pariu"! Foram R$ 10 muito mal gastos!

E teve a "reposse" do Lula! A dona Marisa de amarelo parece o Garibaldo da Vila Sésamo! O Simão achou que a dona Marisa está uma mistura de Erundina com Marta Suplicy.

E teve um amigo do Simão que acha que o Lula está tomando posse pela primeira vez. Porque a outra não valeu! E com a chuva que caiu em Brasília na segunda-feira, não era posse. Era "poça"!

A Coca-Cola faz uma festa para comemorar a segunda posse do Lula. Aí você coloca um rum e vira uma "cuba libre", que combina muito mais com o presidente! Essa coca da posse não cola! É o único refrigerante que dá dor de cabeça!

Tomar sol, mesmo, só o Lula consegue. Mas ele nem precisa. O Lula já está tão queimado que nem precisa tomar sol!

E o Saddam é o reflexo da realidade econômica brasileira: em um ano sai do buraco, no outro, está com a corda no pescoço. Todo brasileiro tem um pouco de Saddam!... Pelo menos ele saiu do buraco!

Cartilha do Lula
Desalojado: É o companheiro que foi expulso do shopping

Escotismo: é a ciência que estuda uísque! Estuda o scotch whisky!

Delivery: o companheiro que age por conta própria. "Delivery" e espontânea vontade.

YOU TUBE DE VOLTA

UOL

A Telefônica já iniciou a liberação de acesso ao site de vídeos YouTube. Segundo nota oficial da companhia, o acesso ao site deverá estar totalmente normalizado até a noite de hoje.

A Telefônica "está providenciando o desbloqueio do acesso ao site YouTube (www.youtube.com) por todos os provedores de Internet que utilizam a rede da empresa no Brasil", diz a nota da empresa. Durante a tarde, a Brasil Telecom também suspendeu o bloqueio ao site.

Pelo menos 5,7 milhões de internautas clientes da Brasil Telecom tiveram o acesso ao domínio www.youtube.com barrado. A Telefônica não informou o número de internautas afetados pelo bloqueio em sua rede.

O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu nesta terça-feira o bloqueio ao site de compartilhamento de vídeos YouTube. O acesso ao vídeo, no entanto, continua proibido pela Justiça.

Segundo despacho do desembargador Ênio Santarelli Zuliani, as operadoras de backbone podem liberar o acesso ao site. No entanto elas devem informar ao Tribunal as razões técnicas da impossibilidade de bloquear apenas o vídeo em que a modelo Daniella Cicarelli e seu namorado Tato Malzoni trocam carícias íntimas em uma praia de Cádiz, na Espanha.

O site começou a ser bloqueado nesta segunda-feira por empresas de telefonia após decisão judicial em favor do casal.

O processo
Cicarelli e Malzoni haviam processado o YouTube no ano passado por não ter retirado do site o vídeo em que os dois aparecem supostamente fazendo sexo no mar em Cádiz. Durante muitos dias o vídeo foi o mais assistido na Internet no Brasil.

Os dois queriam a retirada das imagens do site e pediram o pagamento de multa diária de R$ 250 mil caso o vídeo continuasse disponível.

O caso se arrastava há meses, e o casal iniciou um novo processo em dezembro, pedindo que o acesso ao YouTube fosse restrito enquanto o vídeo estivesse disponível.

CHÁVEZ

Virada à esquerda: Chávez acelera a marcha para o "socialismo do século 21"
O líder da Venezuela poderá lamentar suas medidas para estender o controle do Estado a "setores estratégicos" da economia.

Richard Lapper

Há pouco mais de um mês, quando Hugo Chávez conseguiu uma vitória arrasadora nas eleições presidenciais, o iconoclástico líder venezuelano foi bastante claro sobre suas intenções radicais. Falando de um balcão no Palácio de Miraflores enquanto um temporal ensopava seus seguidores que dançavam, Chávez prometeu "o início de uma nova era".

O "projeto" que ele batizou de bolivariano em homenagem a Simón Bolívar, o líder venezuelano das guerras de independência da América Latina no século 19, seria "aprofundado, ampliado e estendido ... em direção ao socialismo".

Mesmo assim, a velocidade com que ele agiu foi uma surpresa. Na segunda-feira, em uma reunião convocada para o juramento do cargo em um novo gabinete antes da posse formal hoje, ele gabou-se abertamente de seu compromisso comunista, reafirmou sua promessa de reconstruir o "socialismo do século 21" e anunciou uma série de grandes reformas econômicas.

A mais chocante para os mercados foi a proposta de nacionalização das firmas de telecomunicações e eletricidade da Venezuela. Cantv, a empresa de telecom privatizada em 1991, foi citada pelo nome, provocando uma queda de 14% em suas ações na segunda-feira. Chávez afirmou que o governo "deve recuperar a propriedade dos setores estratégicos".

De modo significativo, as medidas afetam potencialmente companhiasamericanas: a Verizon é a principal acionista da Cantv e a AES, baseada na Virgínia, controla a Caracas Electricity, a maior companhia de eletricidade.

O governo, disse Chávez, vai propor medidas para aumentar o controle do Estado sobre as quatro associações estratégicas com investidores estrangeiros que exploram as grandes reservas de petróleo na bacia do rio Orinoco.

Também deverá haver mudanças na frente política. Chávez vai pedir novos poderes ao Congresso para governar por decreto. Ele vai propor medidas para reformar a Constituição na linha socialista, o que, acredita-se amplamente, permitirá sua reeleição ilimitada. Há planos de um novo sistema de democracia local baseada no que Chávez chama de "conselhos comunitários".

Tudo isso faz parte de um padrão mais amplo de mudanças que marca as intenções radicais de Chávez. Na semana passada o presidente reformulou seu gabinete, demitindo entre outros o vice-presidente José Vicente Rangel e Nelson Merentes, o ministro das Finanças. Ambos eram considerados membros mais independentes do governo, criticados pela falta de compromisso com a revolução.

Chávez atacou a mídia privada, cuja oposição a seu governo tem sido um incômodo há algum tempo. Há menos de duas semanas ele confirmou que o governo não renovaria a licença da Radio Caracas Televisión, um canal especialmente crítico, quando chegar a hora da renovação este ano.

Chávez denunciou ferozmente os críticos dessa medida. José Miguel Insulza, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos e um ex-aliado de Chávez, sugeriu na semana passada que essa ação "parecia censura" e lembrava o militarismo ao estilo dos anos 70.

Chávez respondeu na segunda-feira com o tipo de ira normalmente reservada para os representantes do governo Bush, descrevendo o secretário-geral como um "vice-rei imperial" e "um completo imbecil".

Ainda esta semana Chávez deverá anunciar um maciço plano de ajuda, incluindo créditos baratos para importação de petróleo, ao novo governo de esquerda da Nicarágua, o que deverá minar ainda mais a influência americana na região.

Tudo isso deixou os analistas de Caracas confusos. Tamara Herrera, uma analista para a consultoria Latin Source, disse que a radicalização "nessa direção" era esperada desde a reeleição, mas que a velocidade das mudanças "foi um choque".

Algumas das medidas podem ser mais retórica do que realidade. Pode parecer impressionante cortar a autonomia neoliberal do Banco Central, mas essa independência já era ficção há algum tempo.

De modo semelhante, as negociações com as companhias que operam no Orinoco estão em andamento há alguns meses. É amplamente esperado que os investidores - incluindo Chevron Texaco, Total e Statoil, que investiram cerca de US$ 17 bilhões na região - concordarão com novos termos, incluindo o controle majoritário do Estado de novos empreendimentos, assim como fizeram no início do ano passado as mais de duas dúzias de companhias internacionais que operam sob contratos de serviço nos campos de petróleo convencionais do país. O ataque a Insulza também pode servir a um fim demagógico e, a julgar pelas experiências passadas, a situação poderá ser emendada.

Mesmo assim, essas novas medidas parecem levar a Venezuela em uma nova direção, confirmando ao mesmo tempo um crescente papel do Estado na economia e um modelo político mais centralizado e menos tolerante. Em 1998, quando Chávez assumiu pela primeira vez a presidência, o governo seguiu um modelo econômico muito mais pragmático, procurando ativamente o envolvimento de investidores estrangeiros. Depois do golpe militar fracassado contra ele em 2002 e uma greve geral fracassada entre 2002 e 2003, Chávez gradualmente aumentou o controle do Estado sobre os preços e as taxas de juros e agiu para restringir o acesso do setor privado ao câmbio.

A nacionalização de companhias como a Cantv, no entanto, reduziria drasticamente o peso do setor privado na economia. O governo, joint-ventures controladas pelo Estado e cooperativas de trabalhadores e empresas comunitárias - muitas das quais dependem de subsídios do Estado - teriam muito maior alcance.

As medidas abrem duas áreas de vulnerabilidade. Primeiro, poderá ficar mais difícil para Chávez administrar os desequilíbrios econômicos. A ação hostil contra companhias estrangeiras provavelmente reduzirá os muito necessários investimentos nos campos de petróleo. As nacionalizações também poderão aumentar as pressões sobre o mercado de câmbio.

Como a comissão de câmbio restringe a disponibilidade de moeda estrangeira à taxa oficial preferida, as empresas já compram dólares pela taxa do mercado paralelo, tolerado (na maior parte do ano passado o dólar foi negociado com um prêmio de até 50%). Isso foi uma fonte significativa de pressão inflacionária no ano passado, quando os preços aumentaram mais de 15% e com um índice subjacente entre 20% e 25%.

As nacionalizações na escala anunciada na segunda-feira vão piorar as coisas, ao deprimir a confiança e alimentar a fuga de capitais. De fato, ontem cedo o bolívar foi negociado a 4 mil por dólar no mercado oficioso, uma queda de cerca de 20% desde o fim da semana passada. Herrera da Latin Source diz que haverá considerável incerteza até que Chávez esclareça suas intenções (ele deverá fazer um discurso hoje na posse formal de seu novo mandato). Mesmo assim, ela prevê um aumento de preços e ações do governo para ampliar os controles de preços.

Segundo, a adoção de um modelo político mais restritivo aumenta os riscos de que Chávez se torne mais isolado em sua própria região e mais dependente de suas ligações internacionais com países como Iraque e Belarus. No ano passado a Venezuela entrou para o Mercosul, a união alfandegária sul-americana formada por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Para ser membro desse clube e da Organização de Estados Americanos, a Venezuela precisa seguir regras democráticas comumente aceitas. Os ataques a Insulza, por exemplo, podem agradar aos seguidores radicais em casa, mas tornam mais difícil manter relacionamentos com líderes de centro-esquerda na América Latina.

09 janeiro 2007

BRASIL

Brasília está parada.

Sua excelência, o presidente, está no Guarujá passando férias...

A maioria dos ministros também está descansando.

O Congresso, em férias, aguardando eleição.

Quem disse que o Brasil tem pressa!...

YOU TUBE

Brasil Telecom e Telefonica bloqueiam acesso ao YouTube
Do IDG Now!

Duas das principais operadoras de telecom brasileiras começaram a cumprir ordem judicial para bloquear acesso ao site de vídeos YouTube, atendendo a determinação do desembargador Ênio Santarelli Zuliani, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

A Brasil Telecom foi a primeira a atender a ordem judicial, fazendo o bloqueio ao site a partir do sábado (06/01), de acordo com relatos de internautas, enviados ao IDG Now.

Com a medida, cerca de 5 milhões de usuários brasileiros, que usam o link da Brasil Telecom, estão sem acesso ao site.

A Telefonica informou, por meio de seu departamento de comunicação, que tomou as medidas técnicas para bloquear o acesso ao YouTube no final da noite desta segunda-feira (08/01).

A Embratel também disse está analisando tecnicamente o teor da decisão judicial para tomar as providências para cumprir a ordem judicial de bloqueio do YouTube, mas a assessoria de comunicação da empresa não soube precisar quando vai impedir o acesso dos usuários brasileiros.

A Global Crossing não confirma o recebimento do ofício da Justiça brasileira, mas informou que está analisando a questão.

A Telecom Italia recebeu o ofício pedindo o bloqueio do YouTube, mas comunicou à Justiça que um novo ofício deve ser enviado para a LA Nautilus, empresa do grupo, responsável pela operação do backbone internacional.

A Telemar infomrou que não recebeu o ofício pedidno o bloqueio do YouTube.

Segundo o ofício enviado pela Justiça às operadoras, ao qual o IDG Now! teve acesso, a ordem é para que os provedores bloqueiem "o site www.youtube.com, da co-ré YouTube Inc., aos internautas brasileiros".

O despacho do desembargador, de 02 de janeiro, tem como objetivo fazer valer a proibição legal de que o apimentado vídeo de Cicarelli e seu namorado Tato Malzoni, em uma praia na Espanha, seja divulgado na internet brasileira.

Em meio a protestos de internautas insatisfeitos e irritados, a divulgação da decisão judicial causou polêmica. O texto da decisão, na opinião de especialistas na área, é dúbio, não deixando claro se o parecer é pelo bloqueio ao YouTube para os brasileiros ou apenas do vídeo da modelo - versão sustentada pelo desembargador, autor do despacho.

As supostas cenas de sexo na praia foram divulgadas no YouTube e ganharam a rede, levando o casal a mover duas ações na Justiça - uma pedindo indenização por danos morais, contra as Organizações Globo, o Internet Group (iG) e o YouTube; e a outra pedindo a retirada dos vídeos do ar.

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a liminar obrigando os sites a retirarem as cenas do ar, sob pena de multa de 250 mil reais. Segundo Rubens Decossau Tilkian, que representa Tato, a multa já está sendo executada, mas o pedido de bloqueio ao site é uma forma de fazer valer a decisão da Justiça brasileira, que estaria sendo negligenciada.

Tilkian afirmou à imprensa, na quinta-feira (04/01), que as empresas que detém os canais de comunicação que permitem que o conteúdo chegue aos internautas brasileiros é que seriam responsáveis por barrar o acesso a todo o YouTube no Brasil.

No final da tarde da quinta-feira, contudo, o Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, negou que o desembargador Ênio Santarelli Zuliani tivesse pedido a retirada do site do ar, mas sim quer impedir o acesso ao vídeo de supostas cenas de sexo na praia.

03 janeiro 2007

OS JORNALISTAS E A POLÍTICA

César Maia

1. Uns 10 anos atrás foi publicada uma ampla pesquisa na Alemanha com jornalistas que cobrem política. Ela se prolongou por várias eleições. A pesquisa perguntava aos jornalistas suas opiniões sobre o quadro político e suas intenções de voto. Depois comparava com o resultado das eleições na mesma época. Invariavelmente a opinião dos jornalistas políticos ficava à esquerda do resultado eleitoral. Ou seja, o eleitor votava de uma forma e os jornalistas que cobrem a política, de outro e sempre pela esquerda.

2. Na pesquisa se analisava a linha editorial dos jornais em que trabalhavam. Esta correspondia aproximadamente ao voto do eleitor. Mas o noticiário político se aproximava da opinião dos jornalistas, na forma da pesquisa.

3. Os analistas se colocaram a seguinte questão. Se aos jornalistas se atribui a sensibilidade de auscultar a opinião publica, por que o noticiário não corresponde ao perfil médio do eleitor ? De outro lado, por que a média do noticiário não corresponde a opinião editorial já que ali estão os patrões ? A resposta era a mesma: os jornalistas políticos fazem suas colunas e suas análises de forma independente do leitor e do patrão. E essa resposta intrigava os pesquisadores. Uma ou outra vez se entende. Mas sempre? Como e por que essa dinâmica se mantém?

4. Uma possibilidade é que o noticiário político esteja descolado das razões de compra dos jornais, (baixa leitura), e por isso o grau de liberdade dos jornalistas políticos em relação ao leitor. E como se sustenta o descolamento da linha editorial? Para os pesquisadores é provável que o noticiário político não tenha valor comercial, (não muda a decisão de comprar o jornal), mas vale para o prestígio de marca do jornal. Com isso a cobertura política, independente e pela esquerda, serve aos interesses comerciais dos jornais, como marketing de marca, de prestígio. E como não afeta a circulação, tanto faz.

5. Para o Brasil não se tem uma linha de pesquisa desse tipo. Mas, recentemente, se publicou uma pesquisa com jornalistas seniors que trabalham em vários estados. 20 do DF, 16 de SP, 16 do RJ, 8 do RS, 7 de MG, 7 do ES, 3 de PE, num total de 80.
A MACROPLAN que contratou a pesquisa fala de "80 profissionais do mais alto nível da mídia brasileira, editores, diretores de redação, colunistas, comentaristas de renome e repórteres especiais."
A pesquisa avalia o segundo semestre de 2006, portanto coincide com o processo eleitoral.

6. Foram feitas 13 perguntas sobre o governo Lula. Em duas delas o resultado é favorável ao governo Lula. Em uma há empate. Nas demais 10 as respostas são francamente negativas. Vejamos. Vamos somar as avaliações Ruim+Muito Ruim e chamá-las de negativas -N-. Para 67% a coordenação do governo é N. Para 68% as alianças e a capacidade de negociação são N. Para 74% a ação do governo na solução de crises políticas é N. Para 54% a gestão e resultados da política externa são N. Para 94% a ação do governo no combate a violência é N. Para 88% a ação do governo na solução dos problemas agrários é N. Para 68% a ação do governo na educação e saúde é N. Para 58% a gestão da política de meio ambiente é N. Para 66% a comunicação do governo com a sociedade é N. Para 92% o relacionamento do governo com a imprensa é N. Os pontos positivos são gestão da política econômica com 83% e combate a fome e a pobreza com 85%. No caso da criação de empregos há um empate em torno dos 50%.

7. De que forma avaliar esse resultado? Na eleição Lula venceu com facilidade. O governo Lula é um governo clássico de cooptação, (ver Simon Scwhartzman), e com isso não é simples posicionar-se ideologicamente em relação a ele. Mas se pode dizer que a pesquisa Macroplan confirma a pesquisa alemã, mesmo que para uma só eleição. A opinião dos jornalistas políticos e do eleitor não combinam. Da mesma forma - e tomando como um todo os jornais desses estados, as linhas editoriais nunca foram de avaliação negativa ao governo Lula. E nesse sentido confirma a pesquisa alemã, e convergem com a opinião do eleitor. Ou seja: mesmo que não se possa traçar com nitidez uma linha ideológica, pelo menos a opinião dos jornalistas seniors não coincide nem com o leitor nem com a opinião escrita do patrão. Isso só pode ocorrer ratificando as conclusões daquela pesquisa germânica: o jornalismo político dá prestigio e reforça a marca dos jornais, mas não afeta a sua circulação. E - nesse sentido - é que reforça o interesse comercial dos jornais.
8. É certo que na Alemanha a pesquisa foi muito mais abrangente. Mas a coincidência dos resultados para uma só eleição e período no Brasil, induz a se achar que as conclusões de lá valem para cá. Aguarda-se que nossos pesquisadores abram uma linha de pesquisas assim e permitam que se tirem as conclusões relativas.

Em tempo: só se tratou de jornais e não da mídia em geral.

O HOMEM DO ANO

Diogo Mainardi

Márcio Thomaz Bastos. O Homem do Ano. A gente tinha uma democracia torta. Ficou ainda mais torta. A gente tinha um pé na ilegalidade. Agora se rendeu a ela. A gente tinha um embrutecimento institucional. Piorou.
Siga Márcio Thomaz Bastos. Com cautela. Acompanhe o que fez o nosso Homem do Ano em 2006. Passo a passo. De intriga em intriga. De janeiro a dezembro. Ele foi o túnel que o extremismo petista escavou para fugir da cadeia. Ele foi a lima escondida dentro do bolo.

Em janeiro, Márcio Thomaz Bastos encaminhou a Lula um projeto de lei que impedia a imprensa de divulgar o conteúdo de grampos telefônicos.

Em fevereiro, ele foi acusado de retardar a entrega do laudo técnico que atestava a falsidade da lista de Furnas, envolvendo políticos do PSDB e do PFL.

Em março, quando foi violado o sigilo do caseiro Francenildo Costa, ele montou a estratégia de acobertamento de Antonio Palocci.

Em maio, Márcio Thomaz Bastos apareceu numa lista de hierarcas petistas com contas bancárias em paraísos fiscais, juntamente com Lula, José Dirceu, Luiz Gushiken e Antonio Palocci. A lista foi passada a VEJA por Daniel Dantas.

Aqui a retrospectiva de Márcio Thomaz Bastos cruza com a minha. Testemunhei a entrega da lista a VEJA. Segui de perto todos os seus desdobramentos. Eu sempre acreditei que o ministro partiria para o ataque contra Daniel Dantas. Em vez disso, Márcio Thomaz Bastos preferiu reunir-se secretamente com ele, na casa do senador Heráclito Fortes. Perguntei a Heráclito Fortes como foi o encontro. Ele respondeu: "Daniel Dantas estava com medo do governo e o governo estava com medo de Daniel Dantas". Medo?

Em julho, ele responsabilizou as prefeituras do PSDB e do PFL pela máfia das ambulâncias.


Em agosto, ele prometeu acabar com os ataques do PCC em 72 horas. Depois disso, deu um depoimento a favor de Aloizio Mercadante em seu programa eleitoral.

Em setembro, estourou o caso do dossiê contra José Serra. Desde o primeiro momento, Márcio Thomaz Bastos tratou de proteger a candidatura de Lula. Um delegado da Polícia Federal foi afastado do caso, as fotografias do dinheiro foram censuradas, um advogado ligado a ele foi acionado para defender Freud Godoy.

Em 22 de setembro, Márcio Thomaz Bastos garantiu que a origem do dinheiro para comprar o dossiê "estava praticamente esclarecida". Em 16 de novembro, quando o caso já estava devidamente abafado, o nosso Homem do Ano disse que "era preciso ver se o fato realmente tinha uma grande gravidade".

Márcio Thomaz Bastos está se despedindo do governo. A gente vai levar uns trinta anos para se recuperar de sua passagem pelo poder