02 abril 2008

SINOPSES DE JORNAIS

Radiobrás


JORNAL DO BRASIL

O prefeito sumiu

Enquanto pacientes com dengue aguardavam ontem três horas por socorro em hospitais sem médicos, e doentes lotavam as tendas de campanha, o prefeito César Maia continuava escondido na internet e nas amenidades de sua agenda. Só saiu do gabinete para o Palácio da Cidade, onde recebeu vereadores e almoçou com oficiais do Exército. O JB o procurou para saber o que foi discutido, mas a resposta veio por e-mail. Maia voltou a negar a epidemia, que já matou 44 pessoas no Rio este ano: "Há um surto epidêmico em Jacarepaguá". Disse ter visitado os mesmos hospitais municipais onde ninguém o vê. Irritado, o governador Sérgio Cabral cobrou a abertura dos 100 postos de saúde do município que o prefeito insiste em manter fechados nos fins de semana. (pág. 1 e Cidade, pág. A10)

EDITORAL - Basta de omissão - Poucos males parecem hoje tão bem divididos quanto o martírio da dengue no Rio. A catástrofe se multiplicou sob os olhares complacentes das autoridades municipais, estaduais e federais. Seis meses atrás, o Ministério da Saúde percebeu que uma grave crise se instalaria se algo não fosse feito. Diante do silêncio local, pouco fez. A Secretaria de Saúde do Estado também contemplou, quieta, o avanço da doença. Mas, na prefeitura, a inércia se somou a uma espantosa negação da epidemia. Finalmente, os governos federal e estadual acordaram. Na bem-vinda união - em nome da vida e do Rio - o ministro José Gomes Temporão e o secretário Sérgio Côrtes engajaram-se, com os militares, numa força-tarefa destinada a remover a chaga que aterroriza a população. Chega a ser comovente ver o ministro correndo de um lado para o outro na tentativa de resolver o problema, e o secretário em luta para trazer, de outros Estados, médicos para a batalha. Enquanto isso, as autoridades municipais se escondem. Fugiram. O prefeito César Maia, em particular, refugiou-se num mundo virtual e delirante, em que não há dengue, nem a cidade convive com incontáveis problemas. Uma gestão que não passa de endereço eletrônico. Omissão não mais tolerada pelos cariocas. (pág. 1)

As deputadas estaduais Renata do Posto (PTB) e Jane Cozzolino (PTC) foram cassadas ontem na Assembléia Legislativa do Rio, acusadas de envolvimento no desvio do Bolsa Família. Tucalo (PSBC) e João Peixoto (PSDC) foram absolvidos. (Págs. 1 e A16)

A Polícia Federal decidiu que via retirar, à força, se preciso, cinco grandes empresários e 55 famílias de pequenos produtores de arroz, que ainda estão dentro da reserva indígena Raposa/Serra do Sul, em Roraima. A decisão não tem o apoio do Exército, interessado na ocupação daquela área de fronteira. (Págs. 1 e A3)

FOLHA DE SÃO PAULO

País quer que Lula fique mais tempo no poder, afirma Alencar

O aumento das importações provocou forte queda de 67% no superávit comercial no primeiro trimestre do ano, em comparação com os três primeiros meses do ano passado -de US$ 8,72 bilhões para US$ 2,84 bilhões. O resultado representa o pior desempenho de janeiro a março do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2003, quando o petista assumiu o Palácio do Planalto diante de grande turbulência econômica, o saldo não foi tão ruim. Na ocasião, as exportações superaram em US$ 3,8 bilhões as importações do país. O Brasil não possui déficit comercial desde o ano 2000. Se mantido o ritmo atual, os dados da balança comercial indicam que o superávit vai continuar se deteriorando ao longo do ano. Nos três primeiros meses de 2008, as exportações cresceram 14%, contra 42% das importações, aquecidas pelo crescimento mais forte da economia e o real forte. Em números, foram US$ 38,69 bilhões exportados, contra US$ 35,85 bilhões em compras. (Página 1)

O vice-presidente da República, José Alencar (PRB-MG), sugeriu ontem um terceiro mandato para Luiz Inácio Lula da Silva ao dizer que os brasileiros desejam que o presidente "fique mais tempo no poder". Em entrevista à rádio Bandeirantes, Alencar falava sobre o governo quando, de forma espontânea, sem ser questionado sobre o assunto pelo apresentador, afirmou: "O Lula tem feito muito, mas ainda falta muito por fazer. Eu digo para você, eu sou democrata. Nós não aceitamos outra coisa que não seja democracia. O Lula deseja fazer o seu sucessor. Mas eu digo para você que, se perguntarem aos brasileiros, o que os brasileiros desejam é que o Lula fique mais tempo no poder". O vice-presidente interpretou o motivo pelo qual os brasileiros teriam esse desejo. "Por quê? Porque está bem o Lula, vai bem o Lula, porque raramente nós encontramos um cidadão como ele para dirigir as coisas do Brasil, ainda que seja um homem simples. Ainda há um certo preconceito", disse. (Página 1)

Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunir com parlamentares da base aliada, os governistas rejeitaram requerimentos de pedido de informação sobre gastos sigilosos do Palácio do Planalto na CPI dos Cartões. A oposição reagiu, reapresentando pedido de convocação da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), desta vez no plenário do Senado, ou convidá-la a se explicar em duas comissões. Na semana passada, os governistas impediram a convocação da ministra na CPI. Anteontem, na reunião com os líderes da base, o presidente Lula reforçou a ordem para blindar Dilma, acusada pela oposição de ser a mentora do dossiê que revelou gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), também apresentou requerimento convocando Dilma na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e na CFC (Comissão de Fiscalização e Controle), caso o do plenário seja rejeitado. Sem votos para avançar nas investigações, a oposição decidiu que irá apresentar recurso ao plenário para votar nessa instância todos os requerimentos rejeitados na CPI. E ainda solicitar via presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), os dados do TCU (Tribunal de Contas da União) a respeito de informações sigilosas do Planalto. (Página 1)

Dois prédios da Câmara tiveram que ser esvaziados ontem devido a um vazamento de gás. Os trabalhos das comissões que aconteciam no anexo 2 e os trabalhos em parte do anexo 3 foram cancelados. As suspeitas são de que o vazamento tenha acontecido em um equipamento de análise química que foi instalado na manhã de ontem no departamento médico da Casa. O tipo de gás que vazou ainda não foi identificado. Segundo o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), havia risco de intoxicação e por isso as pessoas tiveram que deixar os prédios. Será feita perícia no local. A evacuação nos prédios começou após funcionários sentirem cheiro forte de enxofre. Três pessoas foram encaminhadas ao departamento médico, uma com enjôo, outra com tontura e a terceira com coceiras no corpo. O Corpo de Bombeiros colheu amostras para o Centro de Informações Toxicológicas do Distrito Federal confirmar o tipo de gás que vazou. (Página 1) (Página 1)

O Fernando Lugo que chega hoje a Brasília para se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um candidato de discurso mais moderado do que aquele que tem se apresentado como um esquerdista determinado a confrontar o "imperialismo brasileiro". Em entrevista à Folha, o ex-bispo católico paraguaio, favorito nas eleições do próximo dia 20, revela cautela ao falar sobre a revisão do Tratado de Itaipu (sua campanha defende que o Brasil pague mais pela energia que compra do vizinho e sócio) e promete que não vai expropriar terras dos "brasiguaios", hipótese defendida por integrantes da megacoalizaão de 20 movimentos e partidos que lhe sustenta, a APC (sigla em espanhol para Aliança Patriótica para a Mudança). (Página 1)

O GLOBO

Sem leitos da dengue, Rio já trata doentes no interior

A epidemia de dengue superlotou os hospitais públicos e ontem à tarde não havia mais um leito sequer para internar pacientes com a doença. A Secretaria estadual de Saúde alega que o problema é momentâneo. Acostumado a receber doentes de outros municípios, o Rio - depois de ter que importar médicos - está exportando pacientes para cidades vizinhas. Hospitais de Niterói, São Gonçalo e até de Cabo Frio estão recebendo cariocas com dengue. Três tendas de hidratação do estado não foram inauguradas por falta de médicos. A Defensoria Pública da União entrará com ação para obrigar a prefeitura a abrir os postos de saúde também nos fins de semana. O IBGE constatou aumento de 170% na produção de inseticidas domésticos (incluindo repelentes) por causa da dengue. (págs. 1, 14 a 17, 23 e editorial "Mosquito globalizado")

O presidente rompeu acordo com o Congresso e cedeu ao lobby sindical artigo a lei que garantia a fiscalização, pelo TCU, do uso que as centrais fazem do dinheiro público. Alegou que a autonomia sindical seria ferida e entregou a tarefa "a Deus". (págs. 1 e 10)

Na tentativa de evitar a alta de juros pelo Banco Central para enfrentar a crise externa e o aumento do consumo, o ministro Guido Mantega disse ontem que está disposto a fazer um esforço fiscal extra de R$ 8 bilhões. Ao todo, ficariam bloqueados R$ 20 bilhões do Orçamento. O presidente Lula reconheceu que há preocupação com a demanda e lembrou que a nova política industrial sai no dia 15. Ele comparou a crise dos EUA a uma CPI: "Todo dia aparece uma coisa, uma denúncia." (págs. 1 e 21)

Apesar do Conselho de Ética da Assembléia Legislativa do Rio ter concluído que quatro deputados deveriam perder o mandato por envolvimento com a "Bolsa Fraude", apenas duas parlamentares - Jane Cozzolino (PTC) e Renata do Posto (PTB) - foram cassadas em votações secretas. Outro deputado nem sequer foi suspenso, como havia pedido o Conselho. (págs. 1 e 13)

Consultas com nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, vasectomias e colocação de DIU. Esses e dezenas de outros procedimentos passam a ser obrigatórios na cobertura dos planos de saúde. (págs. 1 e 24)

Foi fechado acordo entre Brasil e Espanha sobre a questão da imigração, dando permissão à Polícia Federal para acompanhar o controle de entrada de brasileiros no aeroporto de Madri. O Itamaraty ficou satisfeito com o resultado da reunião bilateral. (págs. 1 e 11)

A bancada governista derrubou o pedido de quebra de sigilo dos gastos da Presidência com cartões corporativos. A oposição decidiu centrar forças na convocação da ministra Dilma Rousseff. (págs. 1 e 5)

GAZETA MERCANTIL

R$ 62 bi para investimentos das estatais

As estatais brasileiras contarão com R$ 62 bilhões para investir em 2008, sem serem afetadas por cortes no orçamento deste ano. O setor de petróleo e derivados ficará com a maior parcela, de R$ 49,5 bilhões. As empresas de energia elétrica devem investir R$ 6,5 bilhões, e R$ 5,9 bilhões serão destinados a infra-estrutura, bancos, correios, aeroportos e logística. O valor orçado representa um aumento de 16,5% sobre os R$ 53,2 bilhões previstos em 2007, dos quais foram gastos efetivamente R$ 39,9 bilhões. O economista e especialista em contas públicas, Raul Velloso, acredita que a decisão do governo de reduzir o superávit primário para 3,8% aumentará a margem de investimentos das estatais. "Se tiver corte, deverá ser nos gastos da União." Para o economista, nem o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve comprometer o volume de investimento previsto para 2008. (págs. 1 e A4)

Metade dos 10 homens mais ricos do mundo listados pela revista Forbes não completou a faculdade. Para citar alguns exemplos, a lista dos bilionários e milionários sem curso superior inclui o co-fundador da Microsoft, Bill Gates, o criador da Dell, Michael Dell (foto), além de Paul Allen (Microsoft), Steve Jobs (Apple), Larry Ellison (Oracle) e de Li Ka-Shing (o homem mais rico da Ásia). Com base em trajetórias de bem-sucedidos homens de negócios que aprenderam fazendo, o Instituto do Empreendedor (Inemp) lançou o projeto Escola da Vida. A iniciativa, que tem a Gazeta Mercantil como jornal oficial, homenageará empreendedores que construíram fortunas e histórias de sucesso mesmo sem um diploma universitário. Complementando a formação acadêmica, o projeto oferecerá cursos que visam em especial o desenvolvimento do espírito empreendedor. As atividades começarão em agosto e também abordarão casos de destaque de empreendedorismo no Brasil, como os de Samuel Klein (Casas Bahia), Abraham Kasisnky (Cofap), Alair Martins (Grupo Martins), Luiz Antônio Seabra (fundador da Natura e listado pela Forbes como um dos bilionários brasileiros) e o empresário e hoje vice-presidente José Alencar (Coteminas). Inicialmente os cursos deverão ser realizados em 50 escolas, em todas as capitais e nas principais cidades brasileiras. (págs. 1 e C9)

O UBS, maior banco da Suíça, anunciou ontem que efetuará baixa contábil de US$ 19 bilhões relacionados às hipotecas de alto risco no mercado americano. O banco informou que a medida resultará em um prejuízo no primeiro trimestre de cerca de 12 bilhões de francos suíços (US$ 12 bilhões) e que buscará um aporte de capital de US$ 15 bilhões. Esta é a segunda vez que a instituição anuncia planos para captar dinheiro desde que os mercados de crédito começaram a se contrair. Apesar do otimismo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de demonstrar em público até agora, ontem ele admitiu que o Brasil pode ser afetado pela crise econômica nos EUA. Ao mesmo tempo, frisou que o deixa mais tranqüilo o fato de China, Índia e América Latina continuarem crescendo e comprando produtos brasileiros. (págs. 1 e A9 e B1)

As importações mantiveram em março a tendência de crescimento mais vigoroso do que o das vendas externas, iniciada no ano passado. O resultado foi que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,01 bilhão no mês, resultado 69,39% menor do que o verificado no mesmo período de 2007. No acumulado de 2008, o cenário é semelhante. Entre janeiro e março, o superávit totalizou US$ 2,84 bilhões, cifra que representa queda de 67,47% em relação aos três primeiros meses de 2007. Foi o pior primeiro trimestre desde 2003, quando o saldo totalizou US$ 3,8 bilhões. O governo afirma que tentará incentivar as exportações para frear a queda do saldo comercial. Não pretende dificultar as importações porque afirma que ajudam a segurar a inflação e facilitam a renovação do parque produtivo. (págs. 1 e A6)

INDÚSTRIA - Produção cai 0,5% em fevereiro, segundo IBGE. (págs. 1 e A5)

MANOEL HORACIO F. DA SILVA - Nos últimos 40 anos a indústria, a agricultura e as instituições financeiras melhoraram sua eficiência. Mas o setor público passou a consumir mais de 50% do que gastava nos últimos 20 anos. (págs. 1 e A3)

CORREIO BRAZILIENSE

Mudança em plano de saúde vai sobrar para o consumidor

Por decisão da Agência Nacional de Saúde (ANS), as operadoras também terão que atender a partir de hoje quem precisa de psicólogo, nutricionista, fonoaudiólogo, além de cobrir cirurgias como vasectomia. São cerca de 100 novos procedimentos médicos para aqueles que têm planos contratados depois de 1999. Mas uma coisa é certa: essa ampliação no atendimento terá custo extra para os usuários. A dúvida é se isso ocorrerá imediatamente, como querem os planos e seguros de saúde, ou no próximo ano, como determina a ANS. Por isso, a pendenga deverá ser decidida pela Justiça, que já foi acionada pelos empresários do setor. (págs. 1 e 16)

Governo passeia na CPI, e Dilma faz visita ao Buriti - A base aliada acionou o rolo compressor e rejeitou a quebra de sigilo das contas da Presidência e outros requerimentos desfavoráveis ao governo. Alheia à crise, a ministra Dilma Rousseff vistoriou com Arruda as futuras instalações do Planalto na sede do governo local. (págs. 1 e 3 e 8)

União anuncia cortes de R$ 20 bi nas despesas - Áreas mais afetadas serão as de pessoal e de custeio, que terão controle maior nos gastos. Iniciativa visa a compensar perdas com o fim da CPMF. (págs. 1 e 15)

De olhos fechados - PF e Abin têm mais verba, mas não investigam dossiê. (págs. 1 e 2)

Desta vez, foi gás que vazou da Câmara - Substância desconhecida se espalhou por dois anexos e três pessoas foram intoxicadas. Outras mil não puderam trabalhar. (págs. 1 e 28)

VALOR ECONÔMICO

BB planeja participar do capital de empresas rurais

O Banco do Brasil prepara importantes alterações em sua atuação no setor rural e pretende participar do capital de empresas do agronegócio. A idéia é realizar operações de risco compartilhado com pessoas jurídicas, agentes financeiros e fundos de investimento. "Isso poderá ocorrer via crédito, fundos de private equity ou mesmo por meio da participação direta no capital de boas empresas analisadas pelo banco", disse ao Valor José Carlos Vaz, diretor de Agronegócio do BB. Maior financiador do setor rural no país, com um terço de suas operações nessa área, o BB tem observado crescente interesse de grandes produtores em criar empresas, sobretudo em Mato Grosso, planejando futura abertura de capital, como forma de atrair recursos de fundos privados ou de investidores diretos. Do lado do investidor também há grande interesse no agronegócio. "Os investidores precisam de avaliação de riscos, estruturação e intermediação, e até participação nos riscos das operações", disse Vaz. O Grupo Vanguarda, dono de 220 mil hectares e 180 mil cabeças de gado na região de Nova Mutum (MT), negocia com bancos de investimento a participação em seu capital. O Vanguarda faturou R$ 365 milhões em 2007. "É uma tendência natural dos bancos e dos produtores", observa o produtor Otaviano Pivetta. Outro grande produtor em Mato Grosso, o goiano Orcival Guimarães, dono de 32 mil hectares de soja, milho e algodão e 86 mil cabeças de gado na região de Lucas do Rio Verde e Sorriso, segue a mesma trilha. "Estamos testando uma empresa. Temos idéia de ter algo mais profissional para baixar o custo do dinheiro. Já tivemos conversas com Credit Suisse e UBS Pactual, mas ainda são preliminares", diz. Na nova estratégia do BB, estão ainda medidas como oferecer garantias parciais na emissão de Cédulas do Produto Rural (CPRs), usadas para levantar recursos de custeio das safras, ou de Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs), emitidos por cooperativas e agroindústrias. Nesses casos, o banco estuda fazer a análise de risco e consistência dos títulos, além de buscar potenciais investidores. "O compartilhamento de risco pode ser um caminho para o banco, que já corre riscos sozinho em sua carteira de crédito rural", diz o diretor José Carlos Vaz. (págs. 1 e B16)

Ao defender um corte de R$ 20 bilhões no orçamento da União deste ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pretende dar um recado aos mercados: o governo não vai negligenciar na questão fiscal neste momento em que há fortes indicações de aquecimento da demanda, que pode trazer pressões inflacionárias. Ele acha que esse aceno poderia ajudar o Banco Central na sua tarefa de manter a inflação na meta de 4,5% (com 2 pontos percentuais de margem de tolerância para cima ou para baixo), sem ter que subir os juros básicos, hoje em 11,25% ao ano. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, contudo, levou à reunião da Junta Orçamentária, ontem, cálculos de seus técnicos que indicam a necessidade de cortar menos, cerca R$ 14 bilhões, para garantir o cumprimento da meta fiscal. Após mais de uma hora de reunião, com a presença da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, não foi possível um acordo e a decisão será do presidente Lula. Por trás da discussão fiscal está o temor de Mantega de que, se elevar a Selic, o BC estará criando o pior dos mundos: ao ampliar o diferencial entre juros internos e externos, o BC atrairá mais dólares para o país, valorizará ainda mais o real, com conseqüente aumento das importações, que já crescem de forma acelerada, e redução das exportações, piorando muito as contas externas. (págs. 1 e A4)

A indústria encerrou o primeiro trimestre do ano mantendo o ritmo forte de crescimento observado, pelos dados do IBGE, em janeiro e fevereiro. Na cadeia automotiva, a produção de janeiro a março oscila de 20% a mais de 30% - do aço ao automóvel -, enquanto fabricantes de bens semiduráveis informam vendas 10% a 15% maiores em igual período. Os relatos das empresas referentes a março - e os dados oficiais de fevereiro - sugerem que parte da indústria parou de acelerar seu ritmo de produção, que estacionou em níveis bastante elevados. A produção de automóveis e de bens de capital se mantém como o motor do crescimento de 2008. (págs. 1 e A3)

Empresários que não repassam ao INSS contribuições previdenciárias recolhidas dos funcionários podem deixar de responder a processos por crime de apropriação indébita. A possibilidade surgiu com uma decisão do pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) em março. Ao confirmar uma decisão do ministro Marco Aurélio de Mello, a corte abriu um precedente quando entendeu que, para que o empresário seja responsabilizado criminalmente, será preciso comprovar o uso da contribuição não-recolhida em proveito próprio, e não que deixou de repassá-la por dificuldades financeiras da empresa. Não há obrigatoriedade de os juízes seguirem a decisão do STF, mas ela será usada como argumento por advogados criminalistas. (págs. 1 e E1)

A Vale vai investir US$ 7 bilhões até 2012 para expandir ferrovia e criar um novo porto para escoar a crescente produção de minério de ferro em Carajás, no Pará. Serão aplicados US$ 4 bilhões na ampliação da capacidade da Estrada de Ferro Carajás (EFC), incluindo a compra de vagões e locomotivas, e US$ 3 bilhões para o porto em Ponta da Madeira, na ilha de São Luís, no Maranhão, por onde a companhia escoa o minério da região destinado à exportação. A execução do projeto do novo terminal portuário fará com que Ponta da Madeira atinja, em cinco anos, capacidade de movimentar 230 milhões de toneladas de minério de ferro por ano - hoje ela está em 100 milhões de toneladas. O investimento de US$ 3 bilhões no novo porto ainda depende de aprovação final do conselho de administração da Vale e das licenças ambientais. Investimentos totais de US$ 10 bilhões serão feitos para desenvolver Carajás Serra Sul, o maior projeto "greenfield" da empresa e o maior do mundo para produção de minério de ferro. Serra Sul terá capacidade de produção de 90 milhões de toneladas por ano, a partir de 2012. (págs. 1 e B7)

Está praticamente pronta a redefinição das participações dos acionistas que ficarão e as condições para os que deixarão o bloco de controle depois que a Oi comprar a Brasil Telecom. Ainda faltam, porém, 18 contratos necessários para sustentar a operação e a reestruturação societária da Oi. A missão atual do exército de advogados que representam todos os acionistas das duas empresas é equalizar interesses para que um acordo prévio seja assinado, nos termos do entendimento concluído na quinta-feira. Depois disso, e antes do contrato definitivo, ainda será necessário desarmar todo o arsenal jurídico montado nas disputas dos fundos de pensão e Citigroup contra o Opportunity. A dificuldade é que existem cerca de 40 ações em várias instâncias, espalhadas geograficamente em tribunais do Brasil e do exterior. (págs. 1 e B1)

O presidente Lula fez ontem o discurso mais cauteloso desde que a crise americana começou, dizendo que todos que têm juízo e bom senso deve estar preocupados com a situação nos EUA. (págs. 1 e A4)

Lula veta prestação de conta de entidades sindicais ao TCU. (págs. 1 e A7)

O Índice Bovespa fechou em alta de 2,96%, com a impressão geral de que o pior da crise americana passou e que os anúncios de prejuízos de bancos podem estar acabando. O que agora é o Copom. (págs. 1 e D2)

Sem ACM, eleição em Salvador testa aliança do petista Jaques Wagner com Geddel, do PMDB. (págs. 1 e A16)

As exportações caíram em março frente ao mesmo mês de 2007. Esse recuo, aliado à aceleração das importações, resultou em um superávit comercial de US$ 1,012 bilhões (págs. 1 e A2)

David Kupfer: economia está em momento chave, para consolidar expansão ou ver mais um 'vôo' da galinha. (págs. 1 e A15)

Rosângela Bittar: Lula pode transferir prestígio a candidato do PT. (págs. 1 e A6)

Martin Wolf: a hiperatividade financeira do setor privado terminará em dor para o setor público. (págs. 1 e A15)

Cristiano Romero: meta de câmbio, o novo debate no governo. (págs. 1 e A2)

ESTADO DE MINAS

Samu demite agente por saque

Flagrados pelo Estado de Minas no saque de uma carga de salsichas, almôndegas e outros embutidos, quando participavam do socorro a vítimas de um acidente, segunda-feira, um funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e um policial civil não exercem mais suas funções. O desastre, no qual duas pessoas morreram, ocorreu na BR-381, em Caeté, na Grande BH. A Secretaria Municipal de Saúde de BH, responsável pelas equipes de resgate do Samu, demitiu ontem o agente fotografado levando caixas de congelados para a ambulância. O policial, que guardou produtos na cabine do rabecão, foi afastado do cargo pela Polícia Civil e responderá a sindicância administrativa, aberta para apurar desvio de conduta. Os dois órgãos não divulgaram a identidade dos envolvidos. De acordo com a secretaria, o demitido era motorista da ambulância e pertence aos quadros de uma empresa prestadora de serviços. Já o policial é lotado na Divisão de Crimes contra a Vida (DCcV). A Ouvidoria de Polícia de MG acompanhará a investigação. (págs. 1 e 21)

Para zerar em 15 anos o déficit de 8 milhões de moradias no Brasil, o setor da construção civil apresentou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva proposta de aplicação de 2% da arrecadação de impostos e contribuições em obras de habitação de interesse social. Pelo plano, seriam investidos anualmente R$ 17 bilhões no setor. (págs. 1 e 14)

CPI dos Cartões - Governo volta a barrar a convocação de Dilma. (págs. 1, 3 e 4)

A Polícia Federal estourou um esquema de fraude do seguro-desemprego, com desvio estimado em R$ 18 milhões nos últimos cinco anos, em Uberlândia, no Triângulo. Foram presas sete pessoas, entre as quais dois funcionários do Ministério do Trabalho. (págs. 1 e 25)

DENGUE - Mutirão contra surto na capital - A Prefeitura de Belo Horizonte convoca mutirão de limpeza, hoje, na Região Nordeste, a mais atingida. No Grajaú, Região Oeste, piscina abandonada pode virar criadouro de mosquito. Dono do imóvel diz criar peixes nela. (págs. 1 e 22)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

Plano de saúde antigo fora das novas regras

Começam a vigorar, hoje, as cem novas coberturas para 33 milhões de brasileiros com contratos assinados a partir de 1999. Para os demais 13 milhões de usuários, segundo a defesa do consumidor, acesso aos benefícios só virá através da Justiça. (página 1)

Acordo reduz crise diplomática entre Brasil e Espanha. (Página 1)

Governo pressionado a tomar posição sobre assessor da SDS. (Página 1)

01 abril 2008

CHARGE

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DE CÃES, ESTÔMAGO E MORAL

FERNANDO DE BARROS E SILVA

Para quem, há menos de uma semana, chupava sorvete de tapioca em plena CPI, não há como negar que a oposição progrediu nos últimos dias. Sua situação hoje, miserável que ainda seja, faz recordar um verso famoso de Carlos Drummond: "Mas tens um cão".
Chame-se o vira-lata pelo apelido oficial -"banco de dados"-, como quer a ministra Rousseff, ou pelo nome próprio -"dossiê"-, o fato é que ele ameaça morder, pela primeira vez, os calcanhares da todo-poderosa. Mesmo que nada mais lhe aconteça, Dilma já ficou de repente mais parecida com Zé Dirceu. O episódio aproxima sua imagem do lado sombrio da Casa Civil.
É pouco provável, porém, que este escândalo - mais um para o museu do governo Lula- venha ter maiores conseqüências, além de provocar rosnados e latidos éticos.
É triste, mas a oposição é incapaz de ir além dos perdigotos cívicos disparados a esmo pelo senador Arthur Virgílio, essa miniatura amazônica do lacerdismo tardio.
Mais sério, no entanto, é o descaso prepotente da ministra, que deu uma banana à CPI: "Temos mais o que fazer". Rousseff invoca uma suposta trabalheira do cargo para justificar certo desdém pelo jogo democrático. Faz o cidadão de idiota.
Não é preciso muito para perceber que esse e outros abusos estão escorados na popularidade celestial de Lula, digna de um régulo asiático. O lulismo promove a consagração perversa da máxima vocalizada pela "Ópera dos Três Vinténs" (1928), de Brecht: "Primeiro vem o estômago, depois a moral".
O governo usa o êxito de público e a satisfação da clientela que formou na base da distribuição de esmolas para se desobrigar eticamente.
Como quem se vê além do bem e do mal, Lula faz graça para Severino e homenageia em público Renan, o bom companheiro. Empresta seu prestígio ao atraso, de quem se fez sócio, enquanto seu governo cuida da gestão "moderna" da miséria, sem mexer com os poderosos. A alguns pode até parecer teatro épico. Mas é a velha chanchada brasileira.

CARÍCIAS NO PÂNTANO

CLOVIS ROSSI

Por mero instinto - um péssimo instrumento para jornalistas, admito-, acho que a ministra Dilma Rousseff não tem culpa direta no dossiê sobre os gastos do governo Fernando Henrique Cardoso. Não parece ter déficit de caráter a ponto de tomar a iniciativa de telefonar para Ruth Cardoso para negar a existência do dossiê se de fato o tivesse pedido.
Fica portanto a impressão de que Dilma foi enganada pela sua principal assessora, Erenice Alves Guerra, que reportagem apontou como a autora do dossiê.
Não adianta agora o pessoal do governo, em coro, negar que se trate de dossiê. Os dados revelados - e não desmentidos - compõem o típico dossiê. Ou "crime", para lembrar definição da própria Dilma.
Voltando, então, à culpa da ministra. O problema com ela e com todo o Palácio do Planalto, principalmente o seu principal ocupante, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o de terem permitido a criação de um ambiente turvo, embaçado, no qual, fatalmente, prosperam tais tipos de "crimes".
Nem é preciso recorrer à oposição para encontrar caracterizações tremendas para os "crimes". Frei Betto, amigo pessoal da família Da Silva, ex-assessor especial, chamou de "tumor fétido" o que houve na crise do mensalão. Ciro Gomes, ex-ministro de Lula, disse, mais recentemente, que ele (como Fernando Henrique Cardoso, aliás) aliou-se à "escória".
E o segundo homem na hierarquia do PT, o deputado José Eduardo Cardozo, secretário-geral do partido, disse o seguinte, também sobre o mensalão: "Teve pagamento ilegal de recursos para políticos aliados? Teve. Ponto final. É ilegal?
É. É indiscutível? É. Não podemos esconder esse fato da sociedade".
Lula, no entanto, acaricia sempre "mensaleiros", "aloprados" e até Severino Cavalcanti. É óbvio que, no Palácio, todos se sentem estimulados a novos "crimes".

A CORRIDA DO ÁLCOOL

Folha de S. Paulo

O governo federal anunciou a criação, em Campinas, de um Centro de Tecnologia do Bioetanol. Já era tempo. Toda a euforia com o álcool como biocombustível globalizado não havia produzido efeitos concretos para o corolário óbvio: sem investimento em tecnologia, o Brasil pode perder a liderança conquistada. Hoje o álcool de cana nacional é mais eficiente que o de milho americano, mas isso não vai durar para sempre.
O centro surgiu de diagnóstico do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp, coordenado pelo físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, membro do Conselho Editorial da Folha. Conclusão: o país se atrasou na ciência básica e aplicada do álcool.
De 10 mil artigos científicos pesquisados, nenhum contava com autores brasileiros. Não se fez muito mais, por aqui, do que adaptar para combustível uma planta destinada a produzir açúcar. O centro, com orçamento anual de R$ 35 milhões iniciais, pretende atrair de 60 a 100 pesquisadores para aperfeiçoar essa cadeia de conhecimento e valor.
O Santo Graal da pesquisa é o aproveitamento da celulose, cuja energia química não conta com tecnologia de escala industrial para conversão em combustível. O Departamento de Energia americano investiu quase 20 vezes mais (US$ 385 milhões) só para tirar do chão seis unidades-piloto de etanol celulósico.
Surgem a toda hora nos EUA empresas de alta tecnologia de olho nesse mercado bilionário. Buscam novos processos, plantas, enzimas e microrganismos para desbancar a cana brasileira. Até novos biocombustíveis estão em pesquisa, como butanol e isobutanol. Segundo o periódico científico "Nature", eles teriam vantagens técnicas sobre o etanol na cadeia industrial hoje baseada em petróleo.
É uma disputa de gigantes, que exige investimentos de vulto. No melhor dos mundos, o centro em Campinas seria só o embrião de uma grande rede de pesquisa.

SINOPSES DE JORNAIS

Radiobrás


JORNAL DO BRASIL

Procuram-se médicos

O atendimento acima da expectativa no primeiro dia de operação dos três hospitais da campanha deu contornos mais dramáticos à epidemia de dengue no Rio, sem conseguir diminuir as filas nas unidades estaduais e municipais. No Hospital Salles Neto, no Rio Comprido, os médicos tinham de escolher entre quem estava com sintomas e os outros pacientes. A carência de 154 pediatras levou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, a tentar importá-los de outros Estados. Para o sindicato da categoria, a falta é questão de "baixa remuneração". Os bombeiros encontraram focos em 37% do total de locais vistoriados. (Págs. 1, Cidade A7 e A14)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou ontem como conduzirá o apoio a diferentes candidatos no Rio. Em Itaboraí e em Duque de Caxias, os pré-candidatos Alessandro Molon (PT) e Marcelo Crivellla (PRB) revezam-se em palanques na companhia do presidente. (Págs. 1 e A3)

No meio do tiroteio pelo vazamento das informações sigilosas dos gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) continuará nos palanques do PAC. A cúpula do governo decidiu blindar a ministra, embora reconheça que o episódio a enfraquece para 2010. No Rio, Dilma foi elogiada pelo presidente Lula e pelo governador Sérgio Cabral. (Págs. 1 e A3)

Os bancos agora estão obrigados a informas nas agências as tarifas bancárias que vão praticar a partir de 30 de abril. A medida faz parte da regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central. Também entrou em vigor o novo sistema de divulgação de tarifas na internet. (Págs. 1 e Economia A19)

Os 600 funcionários da Caixa de Assistência dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro (Caarj) poderão ser demitidos hoje, quando seus serviços de saúde passarão a ser atendidos pela Unimed-Rio. À Caarj, que deverá apresentar um plano de recuperação à Agência Nacional de Saúde Complementar, tem dívidas de R$ 50 milhões. O gestor garante que serão quitadas. (Págs. 1, Economia A20).

FOLHA DE SÃO PAULO

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi chamada ontem de presidente pelo governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), durante a inauguração das obras de terraplanagem do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro), em Itaboraí (cidade na região metropolitana do Rio). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participava da cerimônia. A declaração ocorreu durante discurso do governador. Cotada para concorrer à sucessão presidencial pelo PT, a ministra acaba de ter seu nome envolvido na divulgação de um dossiê -que ela denomina de banco de dados- sobre gastos dos governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) a partir de 1998. Após chamar a ministra de presidente, Cabral, disse ter se confundido: "Esse Comperj aqui tem a rubrica da presidente... da ministra Dilma. Já estou confundindo as bolas. O PAC de um modo geral tem as mãos da ministra Dilma, a ministra Dilma nesse momento merece o nosso apoio, a nossa homenagem por tudo que tem feito em defesa do povo brasileiro". (Página 1)

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou ontem mais 13 mortes por dengue na cidade. Cinco vítimas tinham menos de 12 anos -das 44 mortes registradas no município até agora, 23 são crianças. As demais eram cinco idosos e três adultos. Com isso, o número de mortos no Estado passa de 54, confirmados nos últimos dados da Secretaria de Estado de Saúde, para ao menos 67. Diante da gravidade da crise no atendimento às vítimas da epidemia no Rio, com a falta de pediatras nos hospitais e nas emergências, o governo do Rio resolveu pedir socorro a outros Estados e recrutar pediatras para que ajudem no atendimento às crianças com dengue no município. O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, chamou de "medicina de catástrofe" o esquema montado para dar suporte à epidemia. Côrtes disse que precisa de pelo menos mais 154 médicos. (Página 1)

As turbulências nos mercados levaram as aplicações em moedas, como o euro e o dólar, a liderar o ranking dos investimentos em março. No mês passado, o dólar comercial subiu 3,67%, o que fez a moeda saltar de R$ 1,691 para R$ 1,753. Foi a primeira vez que a moeda americana, que corrige os fundos cambiais, liderou o ranking mensal das aplicações desde agosto do ano passado, quando subiu 4,3%. O mesmo aconteceu com o euro, que subiu ainda mais: 7,96%, voltando à marca de R$ 2,7584. No caso, o euro teve valorização em relação ao dólar, que perde valor ante as principais moedas do mundo. No mês passado, o euro subiu 4,77% em relação ao dólar. No Brasil, o motivo da alta tanto em março como em agosto foi o mesmo: a crise faz o investidor estrangeiro vender aplicações, seja pela aversão ao risco, seja para recompor perdas em seus países de origem. (Página 1)

Os consumidores já podem saber o valor das tarifas que serão cobradas pelos bancos a partir do dia 30 pelos serviços considerados prioritários pelo Banco Central e que só poderão ser majoradas 180 dias depois, segundo determinação do órgão. Para driblar o "congelamento", no entanto, algumas instituições financeiras já aumentaram os preços ou vão passar a cobrar por serviços que antes eram gratuitos. Levantamento da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) comparando as tarifas cobradas em janeiro de 2007 com março deste ano mostrou que houve elevações significativas. Como a resolução do Banco Central saiu no início de dezembro, não é possível mensurar qual parte do reajuste pode ser creditada ao "congelamento" imposto por seis meses. (Página 1)

O líder dos sem-terra Eli Dallemole, 42, foi assassinado na noite de anteontem em sua casa, no assentamento Libertação Camponesa, em Ortigueira (região central do Paraná), por dois homens encapuzados. A Polícia Civil do Paraná prendeu ontem cinco suspeitos de envolvimento com o crime, entre eles o advogado e presidente do Sindicato dos Comerciários de Cornélio Procópio (norte do Estado), Adilson Honório de Carvalho, 35, apontado como o mandante da morte. A reportagem não conseguiu falar com os suspeitos detidos. Eles não haviam contratado advogado. O Sindicato dos Comerciários de Cornélio Procópio não quis se pronunciar sobre a prisão de seu presidente nem informar um telefone de contato com um advogado dele. Dallemole, da direção do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Paraná, era a principal liderança do movimento na região central do Estado. Ele foi morto com quatro disparos de revólver calibre 38. No momento em que foi assassinado, Dallemole assistia televisão com a mulher na sala de sua casa no assentamento. (Página 1)

BENJAMIN STEINBRUCH - Ao tomar posse para seu segundo mandato, em janeiro do ano passado, o presidente Lula fez um discurso surpreendentemente comedido em matéria de promessas e metas. Não arriscou previsões sobre criação de empregos nem mesmo citou seu recorrente desejo de que o PIB (Produto Interno Bruto) tenha um crescimento anual na casa de 5%. Um dos únicos números que ele incluiu no pronunciamento foi a pretensão de elevar o volume de crédito para 50% do PIB (Produto Interno Bruto) no país em 2010. A declaração do presidente Lula foi, então, considerada bem-vinda, embora pudesse ser um pouco mais ousada. Naquele mês em que o presidente fez o pronunciamento, o crédito representava 30,7% do PIB. De fato, nos meses que se seguiram, a relação aumentou gradativamente, até chegar a 34,9% agora em fevereiro, segundo dados divulgados na semana passada pelo Banco Central. (Página 1)

O GLOBO

Mortes por dengue sobem para 67 e Rio pede socorro

Com a divulgação de mais 13 óbitos no município do Rio, cinco deles de crianças, subiu para 67 o número de mortes no estado causadas pela dengue. Sem poder contar com os postos de saúde do município, que não funcionam no fim de semana, e diante da ausência de médicos nos plantões, a Secretaria estadual de Saúde começou a recrutas pediatras até em outros estados. O governo do Rio pretende contratar 154 pediatras até o fim de maio, já que também não há médicos da especialidade em número suficiente para atender as crianças, maiores vítimas da epidemia. "A estratégia que adotamos pode ser definida como medicina de catástrofe", afirmou o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. O primeiro a atender ao apelo foi o Rio Grande do Sul, que, até domingo, enviará de 15 a 20 pediatras. (Págs. 1 e 11)

Os palanques do presidente Lula no Rio foram palco de atos de desagravo à ministra Dilma Rousseff, envolvida na crise do dossiê montado contra o governo Fernando Henrique com dados da Casa Civil. O governador do Rio, Sérgio Cabral, até se atrapalhou e chamou a ministra de presidente. "Temos uma pessoa que acredita no Brasil. Quero homenagear a companheira Dilma Rousseff, a comandante do PAC em todo o Brasil." Em Caxias, Lula também elogiou Dilma e calou-se sobre o dossiê. O PT e o Planalto vão cerrar fileiras para defender a ministra. Em meio ao escândalo, a Presidência da República decidiu manter sigilo sobre quase todos os gastos com cartão corporativo. (Págs. 1, 3 a 8, Miriam Leitão e editorial "Abrir a caixa-preta").

Os órgãos de defesa do consumidor viram sinais de cartel nas tabelas de tarifa divulgadas ontem pelos bancos para atender à padronização de serviços. Os bancos agora precisam anunciar as tarifas com antecedência de 30 dias. Alguns bancos subiram até 150% e, em outros, houve queda de 48,9%. "Há fortes indícios de alinhamento de preços", disse Renata Reis, do Procon-SP. (Págs. 1 e 17)

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), culpou ontem o longo histórico de ausência do Estado pela existência de tribunais do tráfico nas favelas do Rio, como O GLOBO mostrou. A polícia apreendeu uma espada com o tráfico. (Págs. 1 e 13).

Agentes da PF prenderam ontem o plantador de arroz Paulo quarteiro, que se recusa a deixar a Reserva Raposa Serra do Sul, em Roraima, e liderou um ato com a participação de índios. Uma ponte de acesso à reserva foi queimada. (Págs. 1 e 10)

O petista católico Alessandro Molon ficou olhando de longe, de uma área vip, mas afastada. A comunista Jandira Feghali também estava lá, de olho no presidente. Ao lado, podia-se ver o evangélico Marcelo Crivella (PRB), único pré-candidato no palanque, que posou para fotos com o capacete da Petrobras e ganhou elogios do presidente. Os três disputavam o apoio de Lula no lançamento do Complexo Petroquímico do Rio e na cerimônia de início das obras do PA em Caxias, na Baixada. Com popularidade em alta, Lula atraiu até o deputado Geraldo Pudim (PMDB), aliado de Garotinho, adversário de Lula e Sérgio Cabral. Na disputa municipal, o presidente tem dito querer um pacto de não-agressão entre candidatos da base. (Págs. 1, 3 e Arnaldo Jabor)

GAZETA MERCANTIL

Megapacote ampliará poder do BC dos EUA

O megapacote de reestruturação do sistema financeiro dos Estados Unidos, anunciado ontem, embora não tenha efeito imediato, foi considerado positivo ao aumentar os poderes fiscalizadores do Fed (banco central dos EUA) e atualizar as regras do setor, a maior parte criada pós-crise de 29. "Nossa estrutura reguladora atual não foi estabelecida para lidar com o sistema financeiro moderno", disse o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson. "As mudanças feitas podem evitar outros problemas como o excesso de alavancagem das instituições com subprimes", diz Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da consultoria Austin Rating. "Antes, o Fed fiscalizava uma parte do mercado e a SEC (reguladora do mercado de capitais) outra, mas ninguém tinha uma visão geral do que ocorria. Agora isto muda um pouco." O aspecto principal do pacote é, sem dúvida, a ampliação dos poderes do Fed. Agora, o banco poderá vigiar os riscos para o conjunto do setor financeiro, incluindo os bancos de investimento, companhias de seguro e fundos de investimentos de risco. Hoje, o Fed fiscaliza apenas os bancos comerciais e as demais instituições ficam a cargo da SEC, modelo semelhante ao brasileiro. O pacote ainda tem de ser aprovado pelo Congresso. (págs. 1 e B1)

O superávit primário consolidado do setor público fechou fevereiro em R$ 8,96 bilhões. Este resultado, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), é recorde para o mês e representa um crescimento de 34,2% em relação a igual período do ano passado. Em janeiro o montante ficara em R$ 18,662 bilhões. No primeiro bimestre de 2008, a economia realizada pelo setor público para pagamento do juro da dívida atingiu R$ 27,629 bilhões, cifra inédita para o período e equivalente a 6,22% do Produto Interno Bruto (PIB). Para Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do BC, os números de fevereiro decorrem das receitas tributárias crescentes e da demora na aprovação do Orçamento pelo Congresso. Apesar do resultado fiscal positivo, a dívida líquida do setor público subiu 1,49%, para R$ 1,157 trilhão, e chegou a 42,2% do PIB. O endividamento foi afetado pela valorização cambial de 4,4% em fevereiro. O BC revisou ainda a meta para o déficit nominal, de 1,2% para 1,6%, no final deste ano. Em 12 meses a variação alcança 2,07%, ou R$ 54 bilhões. (págs. 1 e A4)

Acionistas minoritários não podem entrar com ação de indenização em nome próprio contra administradores suspeitos de má gestão, decidiu o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso se refere à disputa entre acionistas da Reunidas - Transportes Coletivos, mas poderá ser usado como precedente em casos semelhantes. Segundo a ministra Nancy Andrighi, relatora da decisão, a ação deveria ter sido impetrada pela empresa. "O entendimento da relatora baseia-se na premissa de que os danos foram sofridos pela própria companhia e, sendo esta ressarcida, o serão, igualmente, os próprios acionistas", afirma o advogado Renato Nunes, do Nunes e Sawaya Advogados. Mas o advogado Rodrigo Carneiro de Oliveira, do Pinheiro Neto Advogados, afirma que a Lei das S.A. permite que nas assembléias gerais seja votada a proposta de ação judicial contra os administradores de empresas por má gestão. Se a ação for aprovada em assembléia, mas a companhia não promover a medida dentro do prazo de três meses, qualquer acionista pode então propor ação em nome da empresa. (págs. 1 e A12)

As tabelas com as tarifas bancárias válidas a partir de 30 de abril, segundo as normas do BC, já estão disponíveis. Para a Febraban, a criação de um pacote padronizado de serviços vai estimular a concorrência. (págs. 1 e B3)

Robert Dunn, precursor mundial do movimento de responsabilidade social empresarial, prevê que as pessoas serão cada vez mais exigentes em relação ao comportamento das empresas. (págs. 1 e A14)

A construção civil tenta na prefeitura de São Paulo atualização da base de cálculo do Imposto Sobre Serviços (ISS) e desvinculação da expedição do Habite-se da Certidão de Quitação do ISS. (págs. 1 e investnews.com.br)

O grupo Bom Gosto, de Tapejara (RS), anunciou ontem a aquisição dos Laticínios Santa Rita, de Muriaé (MG). Foi a terceira incorporação da empresa gaúcha em menos de um ano e a segunda em Minas Gerais, onde também comprou a DaMatta. A expansão das atividades da Bom Gosto se deve à injeção de R$ 45 milhões na empresa pelo BNDESPar. (págs. 1 e C8)

INDÚSTRIA - Confiança do setor avança 5,8%, diz FGV. (págs. 1 e A8)

MARCELLO D'ANGELO - Um novo País com milhões de brasileiros promovidos a classe média espera pelo grau de investimento. E Lula telefona para Bush não atrapalhar com mais uma crise. (págs. 1 e A2)

CORREIO BRAZILIENSE

Lula ataca oposição e monta defesa de Dilma

Em palanque no Rio de Janeiro, presidente chama adversários de "irresponsáveis" e afirma que governo trabalha, apesar de gritos e xingamentos. Planalto define com aliados a estratégia para evitar desgaste maior à chefe da Casa Civil na CPI dos Cartões. (págs. 1 e

Tema do Dia, páginas 2 a 6)

OPS! - Entusiasmado com as obras do PAC na Baixada Fluminense,o governador do Rio de Janeiro,Sérgio Cabral,antecipou a sucessão de 2010. Num suposto ato falho, ao lado de Lula, chamou Dilma Rousseff de "presidente". (págs. 1 e Tema do Dia, página 2)

DENGUE - Rio pede socorro de médicos - Secretário de Saúde apela para que outros estados enviem pediatras e auxiliem no combate à doença. Número de vítimas este ano no Rio sobe para 67. (págs. 1 e 10)

CUSTO DE VIDA - Tarifa de banco sobe até 150% - Tabela da Febraban mostra aumentos na cobrança de extrato e de talão de cheques, por exemplo.Por coincidência, valores serão congelados em um mês. (págs. 1 e 13)

VALOR ECONÔMICO

Empresas ampliam busca de fornecedor no exterior

Executivos do varejo e da indústria intensificam viagens à China e a outros destinos, inclusive da Europa, em busca de novos fornecedores. A prospecção de novos fornecedores em outros mercados indica que o forte aumento nas importações brasileiras - 48% ata a terceira semana de março - continuará pressionado as contas externas do país ao longo deste ano. Câmbio, preço competitivo, falta de fornecedor local, maior agilidade na entrega e diferencial do produto em relação ao similar nacional são razões alegadas pelas empresas brasileiras para explicar os planos generalizados de aumento da fatia das importações no faturamento ou no fornecimento de insumos e peças. Na Randon, a taxa de expansão de 17% no valor das importações do primeiro bimestre vai subir para 31% até o fim do ano. Na ALL Logística, o aumento de 100% de 2007 deve se repetir, enquanto na Positivo Informática ele acompanha o ritmo da produção, também crescente. Jefferson Oliveira, diretor comercial do Condor, rede de supermercados do Paraná, voltou da Espanha recentemente e está programando uma viagem para a China, em abril. Em sua mesa, há catálogos de pastas especiais da Itália e chocolates da Bélgica. Nilso Berlanda, presidente da rede catarinense Berlanda, em breve embarcará para a China, onde pretende fechar os primeiros contratos de importação direta junto às indústrias chinesas e parar de comprar esses mesmos produtos das importadoras que atuam no Brasil. Na Fiat, está muito próxima a conclusão de uma negociação para a importação de pneus. Na rede Condor, de 2006 para cá, o número de produtos trazidos de fora cresceu 200% desde 2006 e a meta este ano é ampliar as compras externas em mais 30%, enquanto a alta na baiana Le Biscuit ficou em 50% no primeiro bimestre. Como o peso dos produtos vindos do exterior deve passar de 5% para 10% do total em 2008, a nordestina Lojas Maia passou a se preocupar com a assistência técnica e terceirizou esse serviço para dar tranqüilidade aos seus clientes de produtos da linha marrom . (Págs. 1 e A3)

Os bancos começam a acompanhar as construtoras no processo de expansão para regiões fora do eixo Rio-São Paulo. Em janeiro, o volume de recursos de financiamento imobiliário destinado à região Norte representou 24% do total direcionado para a construção de unidades habitacionais. Para o Nordeste foram mais de 20% do total. Os bancos estão seguindo o aumento da oferta de imóveis nessas regiões. Ademir Cossiello, diretor-executivo do Bradesco, disse que as construtoras "encontraram modelos interessantes de negócios, seja se associando a empresários da região, seja comprando participação, principalmente nos dois últimos anos".(Págs. 1 e C14)

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) adicionou ontem mais combustível ao já atribulado cenário das commodities agrícolas. Estimou que a área de soja a ser plantada nos EUA subirá de 25,7 milhões de hectares para 30,2 milhões de hectares. Com isso, os preços da soja em Chicago, para vencimento em julho, caíram 5,4%, para US$ 12,15 por bushel. Não é nenhum desastre. Em 2007, a soja subiu 64% e neste ano, 16,89%. O USDA também previu aumento da área de trigo e redução da de milho. O economista José Roberto Mendonça de Barros acredita na continuidade da alta de soja, milho e trigo. Mas não garante o mesmo desempenho para açúcar, café, cacau, suco e algodão.(Págs. 1 e B14)

Desde ontem não há mais consenso no mercado sobre a próxima reunião do Copom. O pregão está agora dividido: metade acredita em alta de 0,25 pontos da taxa Selic e metade na elevação de 0,50 pontos. (Págs. 1 e C2)

A perspectiva de alta nos juros afeta as projeções fiscais do BC. A estimativa é que os gastos com juros da dívida cheguem a 5,4% do PIB em 2008. O superávit primário subiu de 4,14% para 4,18% entre janeiro e fevereiro, no acumulado em 12 meses (Págs. 1 e A5)

A Dataprev está ampliando sua atuação. Seu novo presidente, Lino Roque Camargo Kieling, informa que a empresa quer prestar serviços para ministérios da área sociais, como Trabalho e Desenvolvimento Social. (Págs. 1 e B3)

O preço do barril de petróleo despencou ontem. A queda refletiu o fim de um conflito no Iraque, que interrompeu o transporte do produto nos últimos dias. Em Nova York, o barril para maio teve queda de US$ 4,04. (Págs. 1 e B6)

Depois de uma queda de 6,88% em janeiro e alta de 6,72% em fevereiro, a Bovespa teve desvalorização de 3,97% em março. A expectativa é que essa forte volatilidade observada nos últimos meses deve continuar. (Págs. 1 e D1)

As receitas operacionais da PDVSA caíram de US$ 99,2 bilhões para US$ 96,2 bilhões entre 3006 e 2007, enquanto que o lucro líquido teve um aumento de US$ 5,4 bilhões para US$ 6,1 bilhões, conforme anúncio feito ontem pela empresa. (Págs. 1 e A8)

Michael Reid: Colômbia e Brasil foram os grandes vencedores da crise aberta com bombardeio das Farc. (Págs. 1 e A11)

Delfim Netto: segurança do crescimento exige atenção ao câmbio. (Págs. 1 e A2).

ESTADO DE MINAS

POLÍCIA E SAMU NO SAQUE DE CARGA

Chamados para socorrer as vítimas de um acidente, um policial civil e um funcionário do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) participaram do saque a uma carga de salsichas, almôndegas e outros embutidos. O acidente foi na BR-381, em Caeté, na Grande BH. Três bobinas de aço, de 35,8 toneladas, se soltaram de um caminhão, atingindo e matando um motoqueiro e o motorista de um caminhão-baú, que trafegava em sentido contrário, cuja carga se espalhou. A Polícia Civil e a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de BH, que responde pelo Samu, não identificaram os dois saqueadores. O secretário estadual de Defesa Social, Maurício Campos Júnior, considerou a atitude do policial, que dirigia um rabecão, inadmissível, e prometeu apuração rigorosa. Segundo a SMSA, o Samu informou que seu funcionário disse ter sido autorizado a pegar produtos, por representantes da empresa dona da carga. (págs. 1 e 24)

Em mais uma ofensiva contra a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a oposição vai pedir que a Procuradoria-Geral da República investigue a elaboração do suposto dossiê dos gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sua mulher, Ruth Cardoso. Para os oposicionistas, que queremesclarecimentos da ministra, há suspeita de três crimes: de responsabilidade, ameaça e divulgação de segredo. (págs. 1, 3 e 4)

Os bancos divulgaram ontem uma revisão de tarifas, com aumentos de até 150%, que passarão a valer no dia 30 deste mês, quando entra em vigor nova regulamentação do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central para o setor. As novas regras determinam, entre outras coisas, que novos reajustes só poderão ocorrer depois de seis meses. (págs. 1, 13 e editorial 'Tarifaço preventivo', na página 10)

O número de casos de dengue praticamente dobrou em BH, em apenas cinco dias. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o total de contaminados pela doença, confirmados em exames pulou de 480, quartafeira da semana passada, para 909 ontem, um aumento de 89,3%. As notificações também tiveram elevação significativa, de 1,3 mil para 2,2 mil, alta de 70%. Os técnicos da Vigilância em Saúde de secretaria pedem a moblização da população. Amanhã será feito um mutirão para eliminar focos do mosquito transmissor na Região Nordeste, a mais afetada da capital, com 651 casos. Na região Oeste, carcaças de carros abandonadas no pátio da Divisão de Tóxicos e Entorpecentes, na Gameleira, preocupam os vizinhos. A Polícia Civil afirma que está sendo aplicado larvicida. No Rio, o número de mortos subiu para 67. (págs. 1, 9, 21 e 22)

EXPORTAÇÃO - Norte de MG terá porto seco até o fim deste ano. (págs. 1 e 15)

ARGENTINA - Boicote já causa falta de carne em Buenos Aires. (págs. 1 e 16)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO

Bancos driblam regras e elevam tarifas